Em primeiro momento, devemos esclarecer que este artigo é algo inédito no Ambrosia: seremos dois autores de uma única vez.
Bruno: Eu inicio minha análise crítica ao evento com um certo ar de saudosismo. Senti-me revigorado quando entrei na quadra da Veiga de Almeida e deparei-me com várias mesas de miniaturas, cardgames e, é claro, RPG.
Não pude aproveitar muito o sábado pois, só cheguei as 17hrs, mas no domingo, bati plantão às 10hrs em ponto, dei uma volta pelo público, cumprimentei os velho-conhecidos e não mais saí da área de palestras.
E que palestras!
Pude constatar pelo trabalho bem elaborado que as pesquisas de educação, literatura e RPG estão em alta qualidade. Segundo o pesquisador e autor de jogos Carlos Klimik (ele aparece no documentário do Marcos Bolton, postado aqui mesmo no Ambrosia ) o Brasil é campeão mundial em pesquisas de uso do RPG na educação.
Assisti em seguida o professor da UERJ, Marcos Pacheco do departamento de física, desconstruir mitos a cerca da física fantástica que usamos nos jogos, utilizando de referências como Superman e o seriado The Big Bang Theory.
A parte final das palestras contou com o autor do Tagmar 2, Marcelo Rodrigues relatando-nos como foioperíod de ausência do Tagmar e seu ressurgimento no mundo rpgístico, como um opensource (licença livre, sem fins lucrativos).
O que me deixou um pouco desmotivado quanto ao evento foi o descaso que as palestras sofreram. Se pudéssemos contar com 10 participantes, éramos felizardos, mas como o próprio Carlos Klimik disse: ” Parabéns a vocês, leões!”, parafraseando uma das fábulos de Esopo.
Os brindes, cedidos pela Gibiteria, englobavam muito mais os fãs de D&D do que jogadores de outros sistemas como eu e o Felipe Velloso por exemplo, mas nem por isso deixo de registrar aqui minha alegria em ter sido sorteado e ganhado o Draconomicon (o livro dos dragões de D&D)!

Felipe: Eu estive presente nos dois dias do evento, e irei falar um pouco das minhas impressões sobre o mesmo. Primeiramente, ele foi muito melhor do que o do ano passado, até mesmo por que o último havia sido realizado em um local particularmente ruim, e que não conseguiria abrigar o público desse ano.
Nesse aspecto o evento foi bastante positivo, havia um número bem razoável de pessoas em um local amplo, bem estruturado (ainda que não desse para entender nada do que era dito no som do pavilhão) e de localização fácil, próximo ao metrô. Ainda sim pude notar a ausência notória dos grupos de jogadores de storyteller e derivados, até mesmo do meu, que gira em torno de vinte e poucas pessoas, apenas quatro compareceram.
É bem verdade que sou mais antenado ao cenário dos ditos “jogos de narrativa” do que dos demais subgrupos rpgisticos, e quanto a este subgrupo em particular, haviam poucos e escassos presentes, em uma cidade em que conheço muitos. Acredito que isso se dê pela falta de apelo para pessoas como eu, não haviam livros que eu gostaria de comprar, pois compro tudo via importação, geralmente em pré-venda, já possuo um grupo bastante grande de jogadores e narradores e poucas palestras me pareceram realmente interessantes, exceto talvez algumas que já havia ouvido, ou eram de colegas próximos meus com quem já havia debatido o assunto algumas vezes. Dentro desse âmbito fiquei apenas jogando jogos com o pessoal do Calabouço das peças (muito notoriamente o simpático Bang!), e narrando minha mesa regular de Mage: The Awakening.

No entanto acho uma iniciativa muito importante, até por que nem todos tem acesso aos livros de rpg, principalmente aqueles importados que a sempre competente Gibiteria ofereceu no evento. E mais importante, ele ajuda na formação de novos grupos de RPG, aumentando em um nível considerável o público de jogadores desse hobby coletivista.
Acho que isso é o mais próximo que posso chegar a uma conclusão. O evento se mostrou bem organizado, e funcional, eu senti falta de mais estandes de venda, até por ser frequentador da loja que apoiou o evento e conhecer o seu acervo. Espero que a tradição se mantenha e ano que vem e façam um ainda melhor.










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