Um ano de Mindfulness: se conhecer para se libertar dos automatismos!

Em meio a uma crise global de saúde mental, milhões de pessoas se voltaram para a Atenção Plena. Mas isso realmente nos torna mais felizes e saudáveis?


Um ano de Mindfulness

Seguir a linha do Mindfulness e da Atenção Plena para lincar com o autoconhecimento é um caminho totalmente natural, uma coisa pode, e deve muito bem puxar a outra, porque o autoconhecimento que o Mindfulness propõe está mais que alinhado ao espírito da máxima délfica, porém com uma ênfase mais experiencial do que intelectual. Vamos entender melhor tudo isso!

Com o Mindfulness, que é esse conjunto de práticas de observação interna, atenção ao Ambiente, o convite é estar mais presente ao que se manifesta instante por instante, é o momento mesmo, você ali agindo com curiosidade e abertura ao mundo. É estar aqui sem julgamentos prévios, juízos de valor, tudo isso que afasta as pessoas! Isso é se conhecer, se reconhecer, então a consequência é incluir, perceber o que se passa no seu próprio corpo, e também notar os pensamentos e emoções que surgem da interação com o Ambiente. Eles surgem e vão, e é isso. Ao reconhecer nossos padrões internos de reação, sabemos então com quem estamos lidando, ou seja, nós mesmos! Viu, percebe o que estou te dizendo? É mais fácil do que parece. A investigação de nós mesmos começa no agora, este que é o momento presente. Não vá se ater a passado ou futuro, é agora.

Ao contrário do autoconhecimento punitivo, aquele das críticas que nos fazemos, o Mindfulness ensina a se enxergar com a devida compaixão, e também enxergar o outro com isso, além de uma maior aceitação. No dia a dia, com certeza você já se deparou com pessoas se evitando, muitas vezes sem critérios, justamente por medo do que vão encontrar. As técnicas do Mindfulness inserem isso de ver sem julgamentos, gentilmente utilizando a Empatia e a Compaixão. Sabe quem se beneficia disso tudo? Você. Você e suas relações.

Uma presença lúcida e gentil consigo mesmo é uma forma de autoconhecimento muito dinâmica. Você não está tentando só analisar racionalmente quem você é, mas vivenciar sua vida com consciência. Nada mais daquele piloto automático, isso é a Atenção Plena!

Em um experimento inédito no mundo, a jornalista Shannon Harvey recrutou uma equipe de cientistas para testar a meditação consciente. O que começou como uma experiência de um ano logo se tornou uma mudança de vida. O documentário aborda a temática do Mindfulness e da Atenção Plena no contexto atual.

No fundo, dá para entender que tanto a prática do Mindfulness quanto a máxima de Delfos nos alertam para o perigo de viver só nisso do piloto automático, sem parar para pensar, ver o que está fazendo neste momento, se reagindo por impulso, dominado por desejos, medos ou crenças limitantes. São muitas coisas, eu sei. Não parece bom para ter na vida, imagina anos a fio vivendo assim?

Por isso os psicoterapeutas estão aqui! A prática da Atenção Plena é uma forma de libertação desses condicionamentos, podemos sim utilizar na clínica. Com ela, desenvolvemos a chamada “testemunha interna”, ou seja, a capacidade de observar sem reagir. Pois é, com o treino começa a transformação, bem perto do natural. Então aprendemos a reconhecer melhor as emoções difíceis sem nos fundir com elas, além de também observar pensamentos sem nos identificar equivocadamente com eles. Eles vêm e vão, e tudo bem! Se você está com a atenção redobrada pode enxergar muito mais. Afinal, quem não quer viver com mais liberdade, equilíbrio e presença?