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A Última Sessão de Freud ganha nova temporada em SP

Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu 370 apresentações e nunca parou de renovar temporadas desde sua estreia há 4 anos. A peça ganha uma nova temporada no Teatro Sabesp Frei Caneca, de 6 de março a 26 de abril, com apresentações às sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos domingos, às 17h.

Sobre o enredo

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20.

Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos. 

“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.

A encenação

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939. 

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”. 

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“A idéia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana.

Odilon Wagner constrói um Freud de extrema humanidade, numa composição precisa, milimétrica, que torna seu trabalho inesquecível. Marcello Airoldi demonstra que o humor e a leveza podem existir mesmo quando as ideias se chocam e percorrem territórios perigosos, densos e provocadores.

O espetáculo dialoga com o público de maneira sensível e direta. Seu sucesso nasce da atualidade do tema e da urgência em discutir questões profundas e delicadas que atravessam o nosso cotidiano, especialmente em um Brasil cada vez mais dividido. O teatro mostra, mais uma vez, ser o veículo ideal para falar da violência com poesia, reflexão e escuta, abrindo caminhos para a transformação”, conta o diretor.

Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão: “Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial, vivenciada por Freud.” 

Segundo Marcelo Airoldi “Teatro nunca é feito de facilidades e não há fórmulas para o sucesso de um projeto, mas quando este acontece, saltam aos olhos detalhes que evidenciam a existência de cuidados especiais, seja na produção, direção ou qualquer outro aspecto técnico do espetáculo. Num mundo dominado por algoritmos da superficialidade, é maravilhoso encontrar plateias sedentas pelo bom debate, humor de qualidade, poesia e pela história de bons personagens como estes, que a dramaturgia juntou na mesma página.” completa o ator

Ficha Técnica

Texto: Mark St. Germain

Tradução: Clarisse Abujamra

Direção: Elias Andreato

Assistente de Direção: Raphael Gama

Idealização: Ronaldo Diaféria

Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi 

Cenário e figurino: Fábio Namatame

Assistente de cenografia: Fernando Passetti

Desenho de Luz: Gabriel Paiva e André Prado

Designer de som: André Omote

Iluminação: Nádia Hinz

Sonorização: Gabriel Fernandes

Trilha Sonora: Raphael Gama

Arte Gráfica: Rodolfo Juliani

Fotografia: João Caldas

Produtor Executivo: Adolfo Barreto

Cenotécnica/Contra-regragem: Vinicius Henrique, Kauã Nascimento 

Produtores Associados:  Ronaldo Diaféria e Odilon Wagner

Sinopse

No gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise e o escritor C.S. Lewis conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

Serviço

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Temporada: 6 de março a 26 de abril de 2026

às sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos domingos, às 17h

Ingressos: entre R$25 e R$180

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 12h às 15h e das 16h às 19h

Teatro Sabesp Frei Caneca – Shopping Frei Caneca – R. Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo

Capacidade: 600 lugares

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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