Uma cinematografia ainda pouco conhecida no Brasil, mas que vem conquistando espaço e reconhecimento em importantes festivais internacionais, começa a ocupar as telas do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 23 de setembro. A mostra gratuita Soy Loco por Ti, Centroamérica abre sua programação com Tengo sueños eléctricos, da cineasta costarriquenha Valentina Maurel, filme que acumula 34 prêmios e três menções internacionais, incluindo Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Atriz no Festival de Locarno.
A sessão, às 18h30, inaugura quase um mês dedicado a cinematografias que vêm conquistando espaço nos grandes festivais internacionais, mas permanecem pouco vistas no Brasil. Até 19 de outubro, serão exibidos 21 filmes — 16 longas e cinco curtas — de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá. A maioria das obras será apresentada pela primeira vez no país e todas são inéditas no circuito comercial brasileiro. A entrada é gratuita.
Já nos primeiros dias, a programação dá uma dimensão da diversidade de linguagens, territórios e questões que atravessam o cinema centro-americano contemporâneo. Adolescência, relações familiares, povos indígenas, migração, memória, identidade, resistência, desigualdade e sexualidade aparecem em ficções, documentários e obras híbridas profundamente ligadas às realidades de seus países.
No sábado da primeira semana de estreia, dia 26, 16 horas, a curadora da mostra, a cineasta e produtora hondurenha-brasileira Laura Bermúdez, ministra a masterclass “Um olhar para os cinemas da América Central”.
Escolhido para a abertura, Tengo sueños eléctricos acompanha Eva, uma adolescente que atravessa a separação dos pais enquanto tenta se aproximar do pai, um poeta de temperamento instável, em meio às turbulências de sua própria passagem para a vida adulta.
Dirigido pela costarriquenha Valentina Maurel, o longa tornou-se um dos títulos de maior projeção internacional do cinema recente da região. Além dos 34 prêmios e três menções, conquistou no Festival de Locarno os prêmios de Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Atriz. O filme será exibido na quarta-feira, dia 23, às 18h30, e volta à programação no sábado, dia 26, às 14h.
Na quinta-feira, 24, às 18h, entra em cartaz Todos los peces, da salvadorenha Brenda Vanegas. O documentário ficcional acompanha Lucia, que vive com os irmãos em condições precárias às margens do Lago Coatepeque e, desde criança, vende o que pode para ajudar a família. Ao voltar para casa e descobrir que seus irmãos desapareceram, ela inicia uma busca que a leva para longe, sem desistir de encontrá-los.
Na sexta-feira, 25, às 18h30, a programação apresenta Bila Burba, do cineasta indígena Duiren Wagua, da nação Gunadule, do Panamá. O documentário revisita a Revolução Dule de 1925, quando o povo Gunadule resistiu à repressão do governo panamenho e conquistou sua autonomia. Em vez de construir essa memória apenas a partir de arquivos oficiais, Wagua parte da tradição oral dos descendentes e das encenações comunitárias realizadas há gerações para preservar a história de seu povo.
No sábado, 26, a programação começa às 14h com uma nova sessão de Tengo sueños eléctricos. Às 16h, a curadora da mostra, a cineasta e produtora hondurenha-brasileira Laura Bermúdez, ministra a masterclass “Um olhar para os cinemas da América Central”. O encontro propõe uma aproximação com questões como memória, território, identidade, resistência e comunidade, além das linguagens que vêm emergindo na região. Laura abordará também práticas híbridas entre documentário e ficção, uso de arquivos, oralidade e construção de atmosferas sensoriais.
Filha de mãe brasileira e pai hondurenho, Laura nasceu e vive em Honduras, morou no Brasil durante a infância e voltou ao Rio já adulta para estudar cinema documental na FGV. É fundadora e diretora executiva da Tercer Cine, preside a Colectiva de Cineastas Hondureñas e é cofundadora do CENTRADOC – Festival Internacional de Cinema Documentário da América Central. Passou pelo Berlinale Talents e Locarno Open Doors e atualmente finaliza seu primeiro longa, Allá Donde Nace el Sol, selecionado para o Cannes Docs 2026.
Ainda no sábado, às 18h30, uma sessão reúne cinco curtas e amplia esse mapa cinematográfico: Solo la luna comprenderá, de Kim Torres (Costa Rica/EUA); Liremu Barana, de Elvis Caj (Guatemala); Oscurana, de Violeta Mora (Honduras); El pescador, de William Reyes (Honduras); e Tierra de leche, de Milton Guillen e Fiona Hall (Nicarágua). As obras passam por temas como juventude, memória garífuna, migração, envelhecimento, trabalho e capitalismo.
No domingo, 27, a programação volta-se para duas realizadoras costarriquenhas. Às 15h, La piel del agua, de Patricia Velásquez, acompanha a adolescente Camila depois que um acidente deixa sua mãe em coma. A jovem passa a viver com o pai e sua nova família enquanto tenta encontrar algum refúgio em seu primeiro amor. O longa estreou em Locarno e foi indicado ao Goya 2026 de Melhor Filme Ibero-Americano.
Às 17h, Memorias de un cuerpo que arde, de Antonella Sudasassi Furniss, encerra o primeiro fim de semana. Vencedor do Prêmio do Público da mostra Panorama do Festival de Berlim de 2024, o filme parte das memórias de três mulheres de 68, 69 e 71 anos, criadas em uma época em que a sexualidade feminina era cercada por silêncios e tabus. Já mais velhas, elas falam sobre desejos, experiências e segredos.
A mostra segue até 19 de outubro, com entrada gratuita.
PROGRAMAÇÃO | PRIMEIRA SEMANA
23/09 – quarta-feira
18h30 – Tengo sueños eléctricos | Costa Rica/Bélgica/França
24/09 – quinta-feira
18h – Todos los peces | El Salvador
25/09 – sexta-feira
18h30 – Bila Burba | Panamá
26/09 – sábado
14h – Tengo sueños eléctricos | Costa Rica/Bélgica/França
16h – Masterclass “Um olhar para os cinemas da América Central”, com Laura Bermúdez
18h30 – Programa de curtas: Solo la luna comprenderá, Liremu Barana, Oscurana, El pescador e Tierra de leche
27/09 – domingo
15h – La piel del agua | Costa Rica/Chile
17h – Memorias de un cuerpo que arde | Costa Rica/Espanha
28/09 – segunda-feira
18h – Bila Burba | Panamá
SERVIÇO
Soy Loco por Ti, Centroamérica
Mostra de cinema centroamericano
CCBB Rio de Janeiro
De 23 de setembro a 19 de outubro de 2026
21 filmes + debate + masterclass + sessões comentada e inclusiva
Entrada gratuita
Ingressos: retirada a partir das 9h do dia da exibição/atividade, na bilheteria física ou no site bb.com.br/cultura
Produção: Khora Comunicação e Produção
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março 66, Centro – Rio de Janeiro/RJ
Contato:(21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Mais informações em: bb.com.br/cultura
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PROGRAMAÇÃO CCBB RJ
Disponível também no site bb.com.br/cultura
23/09 (quarta):
18h30 – TENGO SUEÑOS ELÉCTRICOS / Tenho sonhos elétricos
Costa Rica/Bélgica/França, 2022. 103 min. Ficção. 16 anos.
Direção: Valentina Maurel.
Com Daniela Marín Navarro, Reinaldo Amien Gutiérrez, Vivian Rodríguez, Adriana Castro García.
Contra a vontade de Eva, sua mãe quer reformar a casa e se livrar do gato. Eva quer ir morar com o pai, que é descolado, escreve poesias, deixa ela fumar cigarros e tem amigos interessantes mas está desorientado, tem temperamento incontrolável e não tem onde morar.
24/09 (quinta):
15h – LA PIEL DEL AGUA / A pele da água – “sessão acessível”
Costa Rica/Chile, 2024. 80 min. Ficção. 14 anos.
Direção: Patricia Velásquez
Com Ariana Chaves, César Maurel, Lucía Sauma, Juan Luis Araya
A mãe da adolescente Camila sofre um acidente de carro, que a deixa em coma. Ela passa a morar com o pai e sua nova família. Camila tenta encontrar refúgio em Diego, seu primeiro amor, mas tudo ao redor dele é um caos. Seu único desejo é de que sua mãe se recupere e que a vida volte a ser como era antes.
17h – TODOS LOS PECES / Todos os peixes
El Salvador, 2022. 80 min. Documentário ficcional. 14 anos.
Direção: Brenda Vanegas
Com Larissa Maltez, Emy Mena.
Lucia e seus oito irmãs vivem em condições precárias às margens do Lago Coatepeque, um cenário mágico no interior de El Salvador. Desde muito pequena, ela dedicava seu tempo a vender tudo o que pudesse para conseguir algum dinheiro para a família. Certo dia, ao voltar de suas vendas, ela descobre que seus irmãos desapareceram. Lucia viaja para longe mas jamais desiste de procurar seus irmãos.
25/09 (sexta):
18h30 – BILA BURBA
Panamá, 2023. 70 min. Documentário. 12 anos
Direção: Duiren Wagua
Em 1925, o povo indígena Gunadule, do norte do Panamá, resistiu à repressão de sua cultura pelo governo panamenho. Após três dias de luta, conquistaram sua autonomia e, assim, preservaram seu modo de vida. Conhecida como a Revolução Dule, essa batalha histórica é celebrada todos os anos por meio de uma encenação coletiva que reúne centenas de participantes, incluindo muitas crianças
26/09 (sábado):
14h – TENGO SUEÑOS ELÉCTRICOS / Tenho sonhos elétricos
Costa Rica/Bélgica/França, 2022. 103 min. Ficção. 16 anos.
Direção: Valentina Maurel
Com Daniela Marín Navarro, Reinaldo Amien Gutiérrez, Vivian Rodríguez, Adriana Castro García.
Contra a vontade de Eva, sua mãe quer reformar a casa e se livrar do gato. Eva quer ir morar com o pai, que é descolado, escreve poesias, deixa ela fumar cigarros e tem amigos interessantes mas está desorientado, tem temperamento incontrolável e não tem onde morar.
16h – Masterclass “Um olhar para os cinemas da América Central”, com a curadora Laura Bermúdez. 14 anos.
18h30 – CURTAS. 16 anos.
SOLO LA LUNA COMPRENDERÁ/ Só a Lua entenderá.
Costa Rica/EUA, 2023. 18 min. Ficção.
Direção: Kim Torres
Com Joel Arthurs Campbell, Dichan Brown Goodman, Fiorella Nahomi Será Bonilla.
À beira de um cataclismo na pequena cidade costeira de Manzanillo, Costa Rica, adolescentes locais compartilham suas histórias, mentiras e fantasias.
LIREMU BARANA
Guatemala, 2021. 9 min. Ficção.
Direção: Elvis Caj
Com Patricia Martínez, Julia Rufino, Norma Franzua, Denilson Dominguez
Arisa dança dia e noite ao ritmo de canções que narram as histórias das lutas de seu povo, uma comunidade garífuna na Guatemala.
OSCURANA
Honduras/Hungria/Portugal/Bélgica, 2025. 20 min. Documentário.
Direção: Violeta Mora
Oscurana evoca os migrantes centro-americanos que escolheram deixar seus lares, caminhando através da paisagem apesar do perigo.
EL PESCADOR / O pescador
Honduras, 2023. 15 min. Ficção
Direção: William Reyes
Martín é um velho pescador que vive na mesma casa construída pelo seu pai até que uma doença óssea dificulta seu trabalho diário e ele decide pôr fim à própria vida. Mas, primeiro, ele precisa se desapegar dos espaços que um dia lhe pertenceram.
TIERRA DE LECHE / Terra de leite
Nicarágua, 2023. 12 min. Documentário.
Direção: Milton Guillen e Fiona Hall
Uma análise crítica do capitalismo e do sonho americano através do trabalho migrante, do GPS e das vacas leiteiras.
27/09 (domingo):
15h – LA PIEL DEL AGUA / A pele da água
Costa Rica/Chile, 2024. 80 min. Ficção. 14 anos.
Direção: Patricia Velásquez
Com Ariana Chaves, César Maurel, Lucía Sauma, Juan Luis Araya
A mãe da adolescente Camila sofre um acidente de carro, que a deixa em coma. Ela passa a morar com o pai e sua nova família. Camila tenta encontrar refúgio em Diego, seu primeiro amor, mas tudo ao redor dele é um caos. Seu único desejo é de que sua mãe se recupere e que a vida volte a ser como era antes.
17h – MEMORIAS DE UN CUERPO QUE ARDE / Memórias de um corpo ardente
Costa Rica/Espanha, 2024. 90 min. Ficção. 14 anos.
Direção: Antonella Sudasassi Furniss
Com Sol Carballo, Paulina Bernini, Juliana Filloy, Liliana Biamonte, Juan Luis Araya, Gabriel Araya.
Criadas numa época repressiva, quando ainda era um tabu, três amigas, por volta dos 70 anos, ousam falar agora sobre sexualidade. Suas histórias são entrelaçadas poeticamente e interpretadas por outra mulher, da mesma geração, que encarna suas vidas.
28/09 (segunda):
17h – BILA BURBA
Panamá, 2023. 70 min. Documentário. 12 anos
Direção: Duiren Wagua
Em 1925, o povo indígena Gunadule, do norte do Panamá, resistiu à repressão de sua cultura pelo governo panamenho. Após três dias de luta, conquistaram sua autonomia e, assim, preservaram seu modo de vida. Conhecida como a Revolução Dule, essa batalha histórica é celebrada todos os anos por meio de uma encenação coletiva que reúne centenas de participantes, incluindo muitas crianças
30/09 (quarta):
17h – EL SILENCIO DEL TOPO / O silêncio do infiltrado
Guatemala, 2021. 92 min. Documentário. 12 anos.
Direção: Anaïs Taracena
Nos anos 1970, o jornalista Elías Barahona, também conhecido como “O infiltrado”, penetrou, como espião, no coração de um dos governos mais repressivos da história da Guatemala. O filme captura os momentos em que revelações do passado exploram as fendas nos muros de silêncio que cercam a história secreta do país.
18h45 – Debate “Cinema documentário centroamericano”, com a curadora Laura Bermúdez e Maria Campaña Ramia, programadora do IDFA. 14 anos.
01/10 (quinta)
18h – NUESTRA LIBERTAD / Nossa liberdade
El Salvador, 2021. 89 min. Documentário. 16 anos.
Direção: Celina Escher
O filme acompanha Teodora Vásquez, porta-voz do grupo Las 17 — mulheres acusadas de homicídio qualificado e condenadas a até 30 anos de prisão por terem sofrido um aborto espontâneo ou dado à luz um bebê natimorto.
02/10 (sexta):
18h – LA LLORONA / A mulher que chora
Guatemala, 2019. 97 min. Ficção. 16 anos.
Direção: Jayro Bustamante
Com María Mercedes Coroy (Ixcanul), Margarita Kénefic, Sabrina de la Hoz, Julio Díaz
Com as palavras “Se você chorar, eu te mato” ecoando em seus ouvidos, Alma e seus filhos são assassinados no conflito armado da Guatemala. Trinta anos depois, um processo criminal é aberto contra Enrique, general aposentado que supervisionou o genocídio, mas ele é absolvido e o espírito de La Llorona vagueia como uma alma perdida entre os vivos.
03/10 (sábado):
16h – HEREDERA DEL VIENTO / Herdeira do vento
Nicarágua, 2017. 88 min. Documentário. 14 anos.
Direção: Glória Carrión Fonseca
Glória Carrión Fonseca nasceu durante a Revolução Sandinista e cresceu em meio ao medo e à fascinação pela guerra e pelo poder militar. Ao lado dos seus pais, testemunhou a ascensão e a queda do sonho revolucionário. Agora, 36 anos depois, ela embarca numa jornada para rever esse passado através de um caleidoscópio de memórias.
18h – TODOS LOS PECES / Todos os peixes
El Salvador, 2022. 80 min. Documentário ficcional. 14 anos.
Direção: Brenda Vanegas
Com Larissa Maltez, Emy Mena.
Lucia e seus oito irmãs vivem em condições precárias às margens do Lago Coatepeque, um cenário mágico no interior de El Salvador. Desde muito pequena, ela dedicava seu tempo a vender tudo o que pudesse para conseguir algum dinheiro para a família. Certo dia, ao voltar de suas vendas, ela descobre que seus irmãos desapareceram. Lucia viaja para longe mas jamais desiste de procurar seus irmãos.
04/10 (domingo):
15h – ROZA
Guatemala/México, 2021. 79 min. Ficção. 14 anos.
Direção: Andrés Rodríguez
Com Hector Ramos, Antonia Maldonado, Clara Colop, Darvin Maldonado
Após uma difícil migração de muitos anos, Hector retorna à sua aldeia. Com uma mãe possessiva, uma jovem esposa que o despreza e um filho pequeno que não o reconhece, Hector tenta se adaptar, mas é rejeitado pela comunidade.
17h – 90 MINUTOS
Honduras, 2020. 92 min. Ficção. 16 anos.
Direção: Aeden O’Connor
Com Edgar Flores, Brandon López, Andrea Umaña, Gabriel Borjas, Ricardo Letelier
Um imigrante hondurenho que precisa lutar pela vida, um torcedor fanático que enfrenta um dilema, um cinegrafista de um canal de notícias que faz de tudo para conseguir uma matéria e uma lenda da seleção de Honduras dos anos 80 que busca seu reconhecimento pela sociedade.
Um retrato da sociedade hondurenha — afetada pela violência, pelo tráfico de drogas e pela pobreza — que vive e respira o esporte mais bonito do mundo.
05/10 (segunda):
17h – PATRULLAJE
Nicarágua, 2023. 83 min. Documentário. 12 anos.
Direção: Camilo de Castro e Brad Allgood
Com Armando John, Margarito, Rupert Allen Clair Duncan, Christopher Jordan
Após criadores de gado ilegais dizimarem vastas áreas protegidas de territórios indígenas, guardas florestais indígenas e afrodescendentes se unem a um conservacionista norte-americano e a jornalistas infiltrados para expor essa prática tenebrosa que coloca em risco uma das últimas florestas tropicais da América Central.
07/10 (quarta):
18h – LUMINOSO ESPACIO SALVAJE / Luminoso espaço selvagem
Panamá/Espanha, 2024. 91 min. Documentário. 14 anos.
Direção: Mauro Colombo
Após a morte de seu pai, o cineasta italiano Mauro Colombo, que vive no Panamá, embarca em uma jornada íntima por territórios inexplorados em busca de um diálogo com a morte. Movido pela curiosidade e por um profundo desejo de compreensão, Mauro mergulha nas histórias íntimas de pessoas que atravessam espaços extremos e indefinidos em seu cotidiano.
08/10 (quinta):
17h – EVA. Sessão comentada pela professora Maria Celina Ibazeta.
Honduras, 2025. 90 min. Ficção. 14 anos.
Direção: William Reyes
Com Endry Cardeño, Jancel Aguilar, Dennis Mencia
Eva, uma mulher trans, assume os cuidados da neta após a morte repentina de sua nora. Enquanto vivencia o luto, ela tenta ajudar o filho a criar um vínculo emocional com a bebê. Entre tensões, recriminações e silêncios, mãe e filho trilham um caminho de compreensão mútua e reconstrução do vínculo familiar.
09/10 (sexta):
18h30 – TENGO SUEÑOS ELÉCTRICOS / Tenho sonhos elétricos – Sessão inclusiva
Costa Rica/Bélgica/França, 2022. 103 min. Ficção. 16 anos.
Direção e Roteiro: Valentina Maurel
Com Daniela Marín Navarro, Reinaldo Amien Gutiérrez, Vivian Rodríguez, Adriana Castro García.
Contra a vontade de Eva, sua mãe quer reformar a casa e se livrar do gato. Eva quer ir morar com o pai, que é descolado, escreve poesias, deixa ela fumar cigarros e tem amigos interessantes mas está desorientado, tem temperamento incontrolável e não tem onde morar.
10/10 (sábado):
16h – HEREDERA DEL VIENTO / Herdeira do vento
Nicarágua, 2017. 88 min. Documentário. 14 anos.
Direção: Glória Carrión Fonseca
Glória Carrión Fonseca nasceu durante a Revolução Sandinista e cresceu em meio ao medo e à fascinação pela guerra e pelo poder militar. Ao lado dos seus pais, testemunhou a ascensão e a queda do sonho revolucionário. Agora, 36 anos depois, ela embarca numa jornada para rever esse passado através de um caleidoscópio












