Pela primeira vez na capital paulista, A vingança é um jardim selvagem éum espetáculo que celebra histórias de mulheres, reais e inventadas, que vingam como erva selvagem. Com direção e composição dramatúrgica de Patrícia Fagundes, o solo é protagonizado por Priscilla Colombi —vencedora do Prêmio Açorianos de Melhor Atriz, em 2025. A peça terá duas apresentações nos dias 27 de outubro e 3 de novembro, terças-feiras, às 20h30min, na Sala Cênica — 10º andar do iBT — Instituto Brasileiro de Teatro (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 — Bela Vista, São Paulo).
O roteiro se estrutura a partir da busca da protagonista — uma artista escritora — pela vida extraordinária de Veronika V, que se desdobra em muitas: professora, viajante, cantora, pistoleira e aventureira. A trama se permite brincar com imaginários de vingança e vingadoras, filmes e personagens, repertórios e memórias. Nessa busca, percorre diversos lugares, experiências e encontros com mulheres marcantes, misturando real e ficção.
— A Priscilla, de certa forma, sempre entra em cena, ainda que eu assuma vários papéis nesta montagem. A atriz empresta o seu corpo e as suas experiências para a criação. Nesse espetáculo, entra um pouco de tudo, de toda a minha trajetória profissional e de vida, o que lembro e o que já esqueci, minhas alegrias e minhas perdas, amores e dissabores. Eu sempre ofereço e deixo um pouco de mim no palco: teatro é troca, é encontro e celebração — revela a atriz Priscilla Colombi.
O projeto dá continuidade à pesquisa de linguagem festiva da trupe, que mistura pop e poesia, real e ficção, reflexão e humor, teatro, vídeo, música, dança e palavra. A produção também marca a parceria entre a atriz e a diretora, que trabalham juntas há quase duas décadas.
— É o que busco há muito tempo como artista da cena: desenvolver criações que dialoguem com todo tipo de público, que sejam abertas, generosas e acessíveis para além de nichos especializados, digamos. Essa busca está relacionada com a festividade na criação cênica. Esse entendimento de que teatro é festa, e festa é política, desvio e invenção de mundo. Por outro lado, falar de mulheres é falar de gente, de pessoas do mundo todo, metade da população do planeta. O espetáculo retrata mulheres que nos inspiram e inspiram transformações, levantes do tempo, fala de nós, de sonhos, imaginações e criações — explica a diretora Patrícia Fagundes.
A vingança é um jardim selvagem aborda urgências de nosso tempo com uma equipe predominantemente feminina, além de Priscilla e Patrícia. Simone Rasslan assina a trilha sonora e Marga Ferreira, a iluminação. Os figurinos foram criados por Carol Scortegagna. Os vídeos são de Lívia Pasqual. A cenografia é Yara Balboni, a arte gráfica de Manoele Scortegagna e a produção executiva de Eduarda Rhoden.
>> FICHA TÉCNICA:
Atuação: Priscilla Colombi; Direção e Composição Dramatúrgica: Patrícia Fagundes; Trilha Sonora: Simone Rasslan; Iluminação: Marga Ferreira; Cenografia: Yara Balboni; Figurino: Carol Scortegagna; Vídeos e fotos do material gráfico: Livia Pasqual; Arte Gráfica: Manoele Scortegagna; Produção Executiva: Eduarda Rhoden; Apoio de Produção: Ale Agnes e Laura Fensterseifer; Administração: Diego Nardi; Realização: Cia. Rústica.
>> A ATRIZ:
Priscilla Colombi é atriz, bacharel em teatro pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS (2009) e formada pelo Curso Formação de Atores do TEPA (2004). Pela Cia. Rústica, integra o elenco de vários espetáculos, vencendo o Prêmio Braskem por Fala do Silêncio (2017) e o Prêmio Açorianos por A vingança é um jardim selvagem (2025), ambos na categoria melhor atriz. Tem a trajetória marcada pela dança e pelas artes marciais. Além destas, qualifica seu trabalho na área da música, estudando percussão com Fernando do Ó e bateria com César Audi. Protagoniza a série A Benção, exibida em 2020 pelo Canal Brasil e Globoplay. Já no cinema, integrou o elenco de Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez (direção de Tabajara Ruas) e Nós a Nós (direção de Victor di Marco e Márcio Picoli).
>> A DIRETORA:
Patrícia Fagundes é encenadora, artista da cena, produtora, professora e pesquisadora. Docente no Departamento de Arte Dramática e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS, fez doutorado em Madrid, mestrado em Londres, mas a ideia sempre foi morar e criar na cidade onde nasceu, Porto Alegre, contribuindo em açoes e poéticas do sul do sul do mundo. É fundadora da Zona Cultural e da Cia Rústica de Teatro, na qual dirigiu e compôs a dramaturgia de diversos espetáculos e outras experiências cênicas, recebendo vários prêmios e indicações aos prêmios Açorianos e Braskem de melhor direção e espetáculo. Desenvolve investigações e criações relacionadas ao teatro como estado de encontro, cena no espaço urbano, encenação e dramaturgia, festividade, cabarés do sul do mundo, em diálogos entre arte e sociedade.
>> SERVIÇO:
Quando: 27/10 e 03/11, terças-feiras, às 20h30min.
Onde: Sala Cênica — 10º andar do iBT — Instituto Brasileiro de Teatro (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 — Bela Vista)
Ingresso unitário: R$ 30,00 + taxas e R$ 60,00 + taxas (idosos, estudantes e classe artística mediante comprovação)












