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Dica: Mostra Marlene Dietrich chega ao CCBB de São Paulo

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Ela foi sex symbol, animadora de tropas militares, ícone LGBT (por seu figurino masculinizado e por uma cena em que beija uma mulher no filme “Marrocos”, de 1930), cantora e atriz que sobreviveu à passagem do cinema mudo para o falado e do preto e branco para o colorido. Trabalhou com alguns dos melhores diretores do Cinema, entre eles Billy Wilder, Alfred Hitchcock, Fritz Lang, Orson Welles e Josef von Sternberg. Estilosa, charmosa e talentosa, Marlene merecidamente ganha uma mostra no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Marie Magdalene Dietrich (1901-1992) nasceu em Berlim e, quando jovem, sonhava em ser violinista, sonho interrompido por uma lesão no pulso. Sua saída foi ser corista no Teatro. Marlene se destacava nas peças de comédia e musical, e fez pequenos papéis em filmes mudos alemães. Mas foi com um dos primeiros filmes falados do estúdio UFA, “O Anjo Azul” (1930), que Marlene teve seu grande papel, que a levou para Hollywood com o mentor e diretor Joseph von Sternberg.
Sternberg sabia embelezar sua musa como ninguém. Os seis filmes em que Marlene foi dirigida por ele são dos mais belos de sua carreira, em especial “O Expresso de Xangai” (1932). Entretanto, a sexy alemã do começo da década foi apontada como um dos “venenos de bilheteria” em 1936.
Ela nunca recuperou totalmente o prestígio, mas sem dúvida fez excelentes filmes, entre faroestes, dramas, thrillers, comédias e musicais, o que não era de se espantar, pois cantar tornou-se a principal atividade de Marlene a partir dos anos 50. Talvez seja a sua voz a que eternizou a canção de guerra “Lili Marleen” quando Dietrich interpretou a música em “Julgamento em Nuremberg” (1961), seu último grande papel no Cinema.
Por sua atuação para levantar a moral das tropas aliadas (Marlene se tornou cidadã americana em 1939, após recusar um convite para estrelar filmes na Alemanha Nazista), Dietrich ganhou uma medalha de honra do Congresso Americano, e considerou esta a maior honra que recebeu na vida. Depois de quebrar a perna em meados dos anos 70, Marlene se retirou da vida pública. Ela gravou algumas entrevistas neste período de aposentadoria, entre elas a que serviu de base para o documentário “Marlene” (1984), que também será exibido na mostra. Após a morte de Marlene, sua única filha, Maria Riva, publicou uma biografia, e foi feito um filme sobre a vida da estrela em 2000. Prova de que o fascínio por ela não se acaba.
A mostra vai de 17 de setembro a 20 de outubro.

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