O Imagine Dragons fez seu retorno ao Brasil praticamente três anos e meio depois da concorrida apresentação no Rock In Rio de 2019, período que se alongou devido ao adiamento, já que esse show estava programado inicialmente para outubro de 2022. Por isso não é de se admirar que a área externa da Jeunesse Arena no sábado (4), no Rio de Janeiro (poucos metros de distância de onde tocaram na última vez), tenha reunido uma grande massa de fãs de todas as idades. Literalmente. Crianças, jovens e um número bastante considerável de quarentões em se tratando de uma banda dos anos 2010.
Quem conhece já sabe que clima dos shows do ID é de pura celebração, com muitas cores e o carismático vocalista Dan Reynolds mantendo o astral elevado
A banda veio dessa vez a bordo da Mercury World Tour, que divulga o mais recente trabalho, “Mercury Acts 1 & 2”. Pontualmente no horário marcado (21h30, com um público também surpreendentemente pontual) inicia-se um vídeo no telão, e logo o quarteto adentra o palco e abre os trabalhos com ‘My Life’, do novo disco já trazendo a tradicional explosão de papel picado característica dos shows dos rapazes, que pontua vários outros momentos da apresentação. A faixa seguinte, o hit ‘Believer’, do álbum de 2017, “Evolve”, contou com o coro da massa. A essa altura, Reynolds já adotava o seu característico look descamisado.
O vocalista lembrou dos quase dez anos que o Imagine Dragons vem ao Brasil, sempre muito bem acolhido. Em 2014 se apresentaram no Lollapalooza Brasil e seu show foi considerado pelo público o melhor daquela edição do festival. Foi a deixa para o hit ‘It’s Time’, do álbum “Night Visions”, que catapultou a banda para o estrelato em 2012. Após ‘I’m So Sorry’, do disco “Smoke+Mirrors” (2015), uma sequência de faixas dos anos mais recentes, ‘Thunder’, ‘Birds’, ‘Follow You’ e ‘Natural’ .
O set acústico contou com ‘Next to Me’, ‘Amsterdam’, ‘Wrecked’ e ‘I Bet My Life’. Nessa última, Reynolds desceu do palco e foi ter um contato bem próximo com o público do gargarejo, que, obviamente, entrou em polvorosa.
O terceiro ato foi o mais concentrado de hits. Nesse segmento entraram ‘Whatever It Takes’, ‘Enemy’, ‘Sharks’, ‘Bad Liar’. ‘Demons’ contou com um efusivo acompanhamento da plateia.‘On Top of the World’ teve balões coloridos no palco e passeando sobre a plateia. ‘Bones’, hit do último álbum, foi recebido com bastante entusiasmo. Em seguida, a mais esperada da noite: o grande sucesso ‘Radioactive’. Sem sair do palco, a banda executou o bis ‘Walking the Wire’, com reprise de ‘My Life’.
O Imagine Dragons seguiu todos os seus protocolos durante a apresentação: declaração de amor ao Brasil (Reynolds lembrou que dois anos antes de ele nascer, seu pai morou no Rio), bandeira do país no pedestal, assim como a do orgulho LGBTQIA+. Os discursos do vocalista é que dessa vez estavam mais econômicos se comparados com os de outrora. E é indiscutível a entrega da banda, mantendo a comunhão com o público.
A banda contou com um desfalque. O baterista Daniel Platzman precisou se afastar da turnê por motivos de saúde. Em seu lugar entrou Andrew Tolman, cofundador da banda, que, embora tenha saído em 2011, estava acompanhando toda a turnê como parte da equipe. Daí não foi difícil o entrosamento com o guitarrista Wayne Sermon e o baixista Ben McKee.
Com os laços entre o Imagine Dragons e o público brasileiro devidamente reforçados, já se sabe que a banda não tardará para retornar. A contagem regressiva dos fãs para a próxima comunhão já se iniciou.









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