Luiz Frazon é Educador Social na cidade de Ribeirão Preto, SP. Estudou música, arriscou umas mal traçadas cores nas artes plásticas e faz parte do Sexteto Vocályse: grupo vocal existente desde 2001. Cursou letras, apesar de não concluir o curso e hoje faz bacharelado em Educação Física e Esporte pela USP. Coeditou o Zine “O…

Aceito o erro, diz o matemático. O físico o olha de lado. Com ciúme e inveja, diz o mesmo, aceito o erro. Acerto o erro, diz o caçador, entre a pressa e a presa. A presa suspira, agradecida. O nome de batismo veio com erro. Não terá esta vida, mas outra. Nomes dão à história…

Um Deus havia decaído de seu posto e perdeu o plural e tornou-se eu. Não há desterro maior do que o eu vagante – viajante pelo litoral de um não lugar. Deus amou uma imagem de uma flor, cuja beleza era sair de um pequeno lago ali perto de Salvador. (lago é mar represado) –…

Um navio encalhado na beira de uma praia em Portugal, este quadro em P&B sempre me chamou atenção no filme Terra estrangeira do diretor Walter Salles. Talvez por não só emoldurar o filme, mas ganhar uma certa autonomia com relação a ele. Talvez uma simples metáfora de um objeto fora do seu lugar. O mar:esta…

SINOPSE: Obrigada a revelar seus poderes para salvar a pele do melhor amigo, Henrietta tem certeza de que será executada por conseguir controlar o fogo. Apenas os feiticeiros podem usar magia, e nenhum deles é mulher. Na Londres vitoriana, ela é poupada da guilhotina, mas também nomeada a primeira feiticeira em séculos. Henrietta é declarada…

Se no Rio incide o sol, em Tóquio incide a luz prateada do luar. Para um viajante que ouse vasculhar cada centímetro de chão do planeta, o dia ou noite vai ser uma espécie de andarilho levando consigo a ampulheta das horas subjetivas. O homem neste imenso planeta é seu destino percorrido pelo tempo, muito no caso, o…
O mercado editoral da editoras independentes já há algum tempo vem mudando a panorama da literatura brasileira contemporânea tanto na pluralidade das temáticas quando na ousadia formal mexendo com diversos formatos de narrador. A editora Patuá que vinha sendo um celeiro de maravilhosos poetas abriu o leque e tem editado excelentes romances como novos livros…

Se acaso, leitor deste récita, encontrar um poeta no vasto mundo vegetal e mineral e curioso perguntares, se ele poeta, faz métrica e poesia com seus temas: um pedra rochosa, um tronco de árvore que suba 10 metros, uma passagem de água pelo córrego do bosque. Faço tudo pela metade, diz o poeta. Se esta for a resposta…

Qual seria a relação da escrita de ficção com uma atenta prática analítica? Talvez a relação de fatos e ficções que um paciente expõe na sua relação com o psicanalista? No discurso dele, de quem processa a linguagem para falar de si, há duas camadas de fala e discurso: o real e o simbólico. A…

Uma fábula sem moral. O final destas histórias guardavam uma chave de contorno moral muitas vezes solucionando um conflito de base de consciência. Mas o que mudou tanto de lá para cá, em relação à fábula, esta narrativa de desenho bem peculiar em que a leveza e a agilidade do seu percurso diz muito de…
Carlos Eduardo Pereira é carioca da Ilha do Governador, nascido em fevereiro de 1973. Cursou História na UFRJ e Letras na PUC-Rio, na habilitação Produção de Texto. “Enquanto os dentes”, lançado em novembro pela editora Todavia, é seu primeiro romance. Fizemos quatro perguntas ao escritor. Confira abaixo: 1. Você cria uma narração contínua de fluxo…

A escrita tem dois sentidos respiratórios: a inspiração e a transpiração. É como se um escritor puxasse ar para dentro. Mas não para a cavidade pulmonar. E sim para sua mente; lugar dos fluxos. É claro que esta tomada de ar está conectada à percepção do que o autor filma com sua câmera-olho. A transpiração…