Boyhood e a Teoria dos Vínculos

Filmado ao longo de 12 anos, mostra a evolução de uma família e de seus membros, evidenciando a transformação dos vínculos ao longo do tempo.


Boyhood

A influência das teorias de John Bowlby é um sem igual para a aquisição de conhecimento e o manejo das famílias, as famílias têm muito a aprender com essas técnicas, com as teorias muito além do que a intuição e o saber passado de geração em geração já vem colaborando. As técnicas e o manejo se somam!

Através das gerações e pela sabedoria popular, entendemos que o vínculo, o afeto, o amor entre as pessoas no seio familiar, vemos como tudo isso é fundamental para o desenvolvimento das crianças, para os vínculos estabelecidos, para que essas crianças cresçam e tenham vidas adultas mais saudáveis e que com isso consigam passar também para seus filhos os mesmos conceitos. Assim o pensamento Humano não se perde! Quando há uma quebra e uma família fica desestruturada, algo se perde; quando famílias concordam que não dão certo, temos a divisão. Algo aí não vai bem na base.

Como surgiu a ideia do filme?

A revolução orquestrada pelos vínculos no Cinema durante o filme “Boyhood: Da Infância à Juventude”, já um clássico dos anos 2000. Reprodução de padrões humanamente aceitos? A filmografia do momento?

Quando eu digo divisão, me refiro à separação ideológica entre os seres, pais e filhos que não se entendem, que acabam utilizando apenas uma parcela do que seria a estrutura clássica; muitos são os aspectos de famílias desbalanceadas que acabam por ensinar uma forma de vida distanciada, o que se reflete na maioria dos problemas sociais dos seus membros. Há muita perda nas relações, reflexos que perduram toda uma vida e são até mesmo revisitados através dos sonhos.

Crescer sem o amparo e vínculos necessários não é o que se espera, e os resultados para a socialização e o convívio em sociedade serão deletérios. Isso gera muitas mágoas, gera traumas, um sem fim de questões que acabam por ser abordadas na terapia quando não são naturalmente sanadas durante a criação, ali no dia a dia das famílias. Pela terapia, falamos apenas das tentativas de diminuir os infortúnios e seguir vivendo.