António Vicente anuncia EP

O artista, compositor, produtor musical e pesquisador brasiliense antónio vicente anuncia o lançamento de seu EP de estreia DAMDARA, aprofundando uma trajetória que une música, estudo e manifesto. A primeira amostra chega com uma versão poética e spoken word de “Pra Tudo Parar”. A faixa é um grito de desespero da personagem Damdara, que se…


António vicente Divulgação

O artista, compositor, produtor musical e pesquisador brasiliense antónio vicente anuncia o lançamento de seu EP de estreia DAMDARA, aprofundando uma trajetória que une música, estudo e manifesto. A primeira amostra chega com uma versão poética e spoken word de “Pra Tudo Parar”.

A faixa é um grito de desespero da personagem Damdara, que se sente entre a vida e a morte na sociedade atual. “Ela está pedindo para Deus, ‘me leva’, porque não aguento mais viver da forma que estou vivendo, nesta sociedade podre que a gente vive. Basicamente, ela está mostrando que a vida da pessoa trans é realmente uma vida que ninguém dá valor. Ninguém quer saber se você vai morrer ou se você não vai morrer, não vão dar palco para isso. É um choro de desespero, falando: ‘eu estou vivendo para quê se não me dão valor? Então me leva”, explica o artista.

“antónio vicente, pessoa jurídica, nasce depois de a pessoa física viver, experienciar e se ferrar, por assim dizer”, afirma o artista. “Antônio é meu pai. Alguém com uma ética profissional de tirar o fôlego; e Vicente era meu avô materno. Alguém que sempre teve o coração maior que os próprios pensamentos. Então, eu achei que seria a junção perfeita, onde apenas possa existir uma forma digna de trabalho: aquele feito com o coração”

Seu processo criativo é atravessado pela literatura e pelo pensamento crítico. Dialogando com autores como Sigmund Freud, Silvia Federici, Clarissa Pinkola Estés, Martha Robles, Gustave Flaubert e William Shakespeare, antónio vicente entende o estudo como ferramenta de transformação social. 

“A literatura, os livros, em geral, são a única forma de nos libertarmos. É através dos livros que podemos nos educar e seguir em frente, com escuta ativa e histórica; para que os erros do passado não sejam cometidos novamente no futuro”, explica.


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