Lívia Mattos lança Ndoukahakro com participação da senegalesa Senny Camara

Acordeonista, cantora e compositora premiada, Lívia Mattos apresenta Ndoukahakro, segundo single de seu terceiro álbum, Verve. Após a estreia de Caucaia, a nova faixa se equilibra entre letra e improvisos, característica central do trabalho, que trará um repertório dividido em cerca de 50% de canções e 50% de instrumentais. Gravada em power trio com Lívia…


Crédito: Tiago Lima

Acordeonista, cantora e compositora premiada, Lívia Mattos apresenta Ndoukahakro, segundo single de seu terceiro álbum, Verve. Após a estreia de Caucaia, a nova faixa se equilibra entre letra e improvisos, característica central do trabalho, que trará um repertório dividido em cerca de 50% de canções e 50% de instrumentais.

Gravada em power trio com Lívia Mattos (BA) no acordeon/voz, Jefferson Babu (SP) na tuba e Rafael dos Santos (DF) na bateria, Ndoukahakro costura a musicalidade afro-baiana com referências do chabbi argelino e a poética da senegalesa Senny Camara, que acrescenta a sonoridade única da kora e seus improvisos vocais.

A canção nasceu de uma experiência marcante na aldeia que dá nome à faixa, localizada a mais de três horas de Abidjan, na Costa do Marfim, onde a sanfoneira tinha ido tocar. A sensação de familiaridade com o lugar se transformou em música, explorando as camadas de beleza, sabores e complexidade que Lívia encontrou por lá.

“Fui tomada por uma emoção daquelas que você não sabe de onde vem e que transborda. Chorei muito, sem entender bem por quê. Ao mesmo tempo em que sentia familiaridade com muitos lugares da Bahia, havia também uma distância – pela complexidade política, étnica, religiosa e linguística”.

Com Ndoukahakro, a artista reafirma seu trânsito livre entre territórios e estéticas, explorando diferentes timbres e intensidades sem perder o fio condutor da sua assinatura sonora.

“Essa estreia marca o início da relação entre duas mulheres instrumentistas e cantautoras – uma da orla de Salvador, outra da orla de Tataguine (Senegal) – que se encontram para falar dessa sensação paradoxal de familiaridade e distanciamento em relação aos lugares por onde passam. Com Senny, desde o primeiro encontro, senti uma total sensação de irmandade… bateu o santo mesmo, e sinto que ainda vamos criar muitas coisas juntas. Ndoukahakro é só o começo”.