Lyor Cohen começou sua carreira como roadie do Run-DMC e chegou a presidente da maior gravadora de hip-hop da história, a Def Jam. O ex-CEO e Presidente da Warner Music Group e co-fundador da 300 Entertainment, teve papel de destaque no crescimento do rap e hip-hop e trabalhou com artistas como Public Enemy, Besties Boys, Ja Rule, Run-DMC e Jay-Z, que declarou ter Lyor como seu mentor.
No painel, o produtor conversou com Eliane Dias, manager do Racionais MCs e Mano Brown, e com Evandro Fióti sobre o futuro da música.
Perguntado por Elisa como se sente quando um artista com quem trabalha vai trabalhar com outro produtor ele diz que culpa o personagem não a pessoa. “Quando Flavor Flav resolveu não trabalhar mais comigo era Flavor Flav, e não William Drayton”, explicou.
Evandro perguntou se o pai psiquiatra influenciou em sua calma nos negócios. Cohen respondeu que não havia pensado nisso, mas que procura e sempre a magnificência.
Lyor elogiou a produção musical brasileira, dizendo ser a música “como água, oxigênio”. Mas ressaltou que os artistas brasileiros devem ter ambição para se tornarem grandes fora do país. Citou como exemplo os coreanos que não se contentaram em fazer sucesso apenas na Coreia e hoje o BTS é um sucesso mundial.
Perguntado sobre qual o segredo para o sucesso do artista no meio digital, Lyor respondeu: “Nós os vemos caçando inscritos, likes, toda esse trabalho de mídias sociais. Eles precisam estar no estúdio, fazendo músicas belas e importantes. Para mim a chave é não focar tanto nos dados, e voltar para o estúdio. […] O tempo que gastam buscando likes devem estar no estúdio trabalhando em uma música que mude suas vidas. Eu acho que tudo se volta `canção e à música.”









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