Final Crisis, o evento do ano da DC Comics, teve sua primeira edição (de sete) lançada na semana retrasada, vocês conferiram a Resenha dela aqui. E alguns leitores não gostaram muito, ainda mais da maneira simples que trataram a morte de um herói – que será abordado em Final Crisis: Requiem – e alguns erros de continuidade surgidos.
No final na maxissérie Countdown, o Novo Deus Órion morre num combate mortalcom seu pai, Darkseid, mas na primeira edição de Final Crisis aparece na Terra, em seus últimos suspiros. Órion morreu duas vezes nos últimos meses no Universo DC (em Death of the New Gods e no final de Countdown). Os fãs se perguntam como ele estaria vivo.
Em entrevista ao Newsarama, o escritor da Saga Grant Morrison trouxe algumas explicações. Ele culpou os editores da DC apenas indiretamente pelo ocorrido, recomendando aos fãs que se preocupem mais com a qualidade da história, e menos com as edições do mês passado ou mais velhos.
“Comecei a escrever Final Crisis #1 no início de 2006, na época em que 52 comecou a sair, então Final Crisis é mais uma continuação de histórias de Sete Soldados e 52 do que qualquer outra coisa. Final Crisis estava parcialmente escrita e planejada edição-por-edição antes de Countdown ser mesmo concebida, quanto mais escrita. (…) Quando Countdown foi discutida originalmente, eu fiz o seguinte: ‘Aqui está a edição 1 de Final Crisis e o planejamento das edições subseqüentes. Desde que vocês terminem as coisas do jeito como Final Crisis começa, tudo bem’. É claro que eu preferia que os Novos Deuses nem tivessem dado as caras, muito menos da forma tão intensa quanto foi, antes de eu trazê-los de volta. Mas eu não mando na DC e não tomo decisões sobre como e quando os personagens serão usados.”
“Da forma como ficou, o melhor que posso sugerir é que as versões contraditórias da última batalha entre Órion e Darkseid que testemunhamos em Countdown e Death of the New Gods recentemente eram tentativas apócrifas de descrever um indescritível evento cósmico.”
“O que penso é que os leitores podem escolher passar o resto da vida fixados em detalhes de roteiro de uma série que já terminou, ou respirar aliviados, acomodarem-se e aproveitarem o novo brilhante status quo do Universo DC que estamos montando nas páginas de Final Crisis e suas revistas-satélite.”
Morrison ressaltou, mais uma vez, que Final Crisis tem muito a ver com Os Sete Soldados da Vitória, sua maxissérie publicada no Brasil no ano passado. As histórias do Senhor Milagre teriam ligação direta com detalhes da história da Crise Final (Nota: Tem a ver com o Dark Side Club, segundo Morrison, os Novos Deuses de Apokolips podem ter voltado no tempo, como humanos, chegando ao ponto cronológico de Os Setes Soldados da Vitória: Sr. Milagre).
O que eu acho? Espero que essa Crise seja a última mesmo, já deu no saco.
Lam.








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