“There’s something in the mist!”
Assim começa O Nevoeiro, suspense baseado na obra de Stephen King. Assim como pregou o pai do suspense, Alfred Hitchcock, e recentemente reafirmou o criador de Lost, J. J. Abrams, é sempre mais assustador aquilo que o espectador não vê, e o direito Frank Darabont segue à risca essa cartilha.
Se você espera ver mortes, pessoas sendo trucidadas, aliens comendo cérebros, então não vá assistir O Nevoeiro. Sim o filme dá medo, você levará vários sustos, porém, o filme é muito mais que isso, é uma verdadeira aula de estudos sobre o comportamento humano num ambiente de desespero.
Pode soar meio óbvio, tendo em vista vários filmes e livros que abordaram essa temática, porém Darabont soube passar para a tela com destreza o precipício interno de cada uma daquelas pessoas dentro do mercado. É neste ambiente onde se volta a um estado primário, onde surgem a política, a organização social e Deus. Quase como em Lost, surgem, entre outros, um líder inesperado (Thomas Jane, que não está bom e nem ruim, apenas cumpre o que o papel exige), uma primeira-dama forte (Laurie Holden) e um oráculo (Marcia Gay Harden, deslumbrante, você consegue sentir ódio da personagem dela na sua primeira cena do filme).
A história mostra um grupo de pessoas de uma mesma cidadezinha que ficam presos dentro de um supermercado quando uma misteriosa neblina toma conta da cidade, nenhum deles sabe o que é essa névoa, o porquê de ela estar na cidade e o pior, o que está escondido dentro dela, porém todos sabem que se entrar na névoa, a morte é certa.
Sim, lá pela metade do filme temos uma explicação do que pode ser a névoa e sua origem, porém todo o charme do filme está em ver até onde o ser humano pode ir pelo simples fato de estar com medo diante do desconhecido, isso inclui matar, roubar, manipular. Destaque para Marcia Gay Harden, simplesmente incrível em seu papel de crente dissimulada.
Recomendação mais que garantida para os amantes de um bom suspense.










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