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Black Mirror e a Antologia da Tecnologia

Black Mirror foi desenvolvida originalmente em 2011 pelo Channel 4 da Inglaterra, no qual foram feitos 2 temporadas de 3 episódios cada. Em Setembro de 2015, a Netflix obteve os direitos e criou uma nova temporada, no qual foi dividida em duas partes de 6 episódios cada. A série criada por Charlie Brooker, é pensada na forma de antologias de histórias, em que cada episódio é uma história fechada, embora possamos perceber através de eastern eggs, que todas se passam no mesmo universo. A série lembra o clássico Além da Imaginação, pelas suas histórias intrigantes e as vezes assustadoras, so que com a ideia da utilização das novas tecnologias ampliadas de formas criativas e em alguns casos, muito próximos de se tornarem realidades em futuro bem próximo.

Como em toda série que tenha histórias diferentes, existem altos e baixos nos episódios, alguns são interessantes, no qual você entende o mote da historia logo (como em “Nosevide” com Bryce Dallas Howard, no qual todas as pessoas são medidas por “likes” dados pelas outras pessoas) e alguns mais misteriosos e intensos (como San Junipero, sobre o encontro de duas mulheres todos os sábados).

Black Mirror tem como sua grande qualidade de pensar fora da caixinha, ou seja, sair do lugar comum das séries e fazerem o espectador pensar até dias depois de ver a série e se tornar um bom canal de se discutir algumas idéias, como a submissão das pessoas pela fama e pela tecnologia. A idéia de como somos muitas vezes supérfluos, de darmos muita importância para coisas como o que as pessoas pensam sobre nós e suas implicâncias. A série também mostra sobre as manipulações governamentais se utilizando da tecnologia para manipular e treinar soldados ou mesmo sobre a total vigilância da população,

A série é bem convidativa para ser consumida aos poucos,  mostrar aos amigos e assim poderem ter horas de discussão sobre a série.

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