A Justiça brasileira cancelou o “Festival da Banana” que seria realizado na pequena cidade de Teolândia após pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O município, que está em estado de emergência desde o final de 2021 por causa das fortes chuvas que atingiram o sul do estado é o mais novo exemplo de show superfaturado em cidade que não comportaria tal investimento.
Gusttavo Lima, cantor sertanejo envolvido cada dia mais numa lama por realizar shows superfaturados em pequenas cidades do Brasil, receberia um cachê de nada menos que R$ 704 mil – algo completamente incompatível com a realidade da pequena cidade que sobrevive através de ajuda do governo e de incentivos.
Na decisão, a Justiça estabeleceu que, caso haja descumprimento, a prefeitura pagará multa correspondente aos valores de contrato. Também ficou determinado que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) suspenderá o fornecimento de energia nos locais onde os shows seriam realizados, e que os equipamentos sonoros serão lacrados.
Ao todo, o evento teria 28 atrações, com um custo de R$ 2 milhões, valor que corresponde a 40% do dinheiro gasto com a saúde do município no último ano. Vamos repetir: o prefeito de Teolândia iria gastar nada menos que 2 milhões de reais na tal ‘Festa da Banana’, valor fora da realidade e que se aproxima dos cerca de R$ 2,3 milhões que o governo federal encaminhou à prefeitura pela situação de calamidade pública!
O cancelamento do evento foi determinado pela Justiça após um pedido do MP-BA. No documento, o MP-BA destacou que “não é possível que o mesmo município, que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município”.
A Prefeitura de Teolândia não comentou a decisão da Justiça, que já impediu o município fazer os repasses para 11 produtoras que foram contratadas para realização da farra com dinheiro público. O festival começaria no sábado (4) e encerraria no dia 13 de junho com nada menos que 28 atrações.
É curioso ver que Gusttavo Lima, cantor de palavras fortes na hora de fazer críticas às leis e incentivo cultural e forte apoiador do presidente Bolsonaro, a cada dia que passa vê ruir sua imagem de ‘pessoa de bem e honesta’ ao ter seus shows mais recentes investigados pela imprensa e justiça brasileira. Fica a dúvida da podridão que seria encontrada caso o Ministério Público e Justiça fizessem uma boa varredura nas contas do sertanejo e de seus pares.
Fonte: G1








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