Morre Lô Borges, fundador do Clube da Esquina

Famosos repercutem a perda nas redes Morreu aos 73 anos Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O cantor e compositor estava internado na Unidade Terapia Intensiva (UTI) desde 17 de outubro. Segundo o portal G1, ele foi hospitalizado devido a uma intoxicação por medicamentos e precisou de ventilação…


Lo Borges

Famosos repercutem a perda nas redes

Morreu aos 73 anos Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O cantor e compositor estava internado na Unidade Terapia Intensiva (UTI) desde 17 de outubro. Segundo o portal G1, ele foi hospitalizado devido a uma intoxicação por medicamentos e precisou de ventilação mecânica. Na mídia, diversos nomes da música lamentaram o falecimento.

O parceiro de composições e da vida Milton Nascimento, responsável pela criação do Clube e, junto com Lô, principal arquiteto do álbum homônimo do colaborativo, em 1972, escreveu em suas redes:

“Lô Borges foi – e sempre será – uma das pessoas mais importantes da vida e obra de Milton Nascimento. Foram décadas e mais décadas de uma amizade e cumplicidade lindas, que resultaram em um dos álbuns mais reconhecidos da música no mundo: o Clube da Esquina.

Lô nos deixará um vazio e uma saudade enormes, e o Brasil perde um de seus artistas mais geniais, inventivos e únicos. Desejamos muito amor e força à família Borges, a qual acolheu Bituca em sua chegada a Belo Horizonte, lá nos anos 60 e, principalmente, ao seu filho Luca. Descanse em paz, Lô”

Flávio Venturini declarou: “Luto! Lô foi sempre uma grande inspiração para mim! Perder sua presença e a luz de suas canções será uma grande dor, mesmo com a certeza de que elas serão eternas! Querido Lô descanse em paz e obrigado por tudo.”

O ex-Titãs Nando Reis disse (em entrevista para GloboNews):

“Ouvi muito Lô Borges. Na verdade, Clube da Esquina, do qual ele fez parte, é um dos pilares da construção de uma obra muito sofisticada que marcou a música mundial. E faz parte da minha formação, dos códigos que você ouve na infância e adolescência, e vão se introjetando, e você se dá conta de quanto eles são fortes. E isso eu vi com maior clareza quando me profissionalizei e tenho essas composições como modelos.”

“Mal sabia eu que um dia viria a ser parceiro do Lô Borges, numa única canção, que é a ‘Dois Rios’, belíssima. Recebi através do Samuel Rosa, veio essa melodia linda, para que eu pusesse a letra, e se tornou um clássico do Skank.”

Fã declarado e um dos principais influenciados pela música de Lô, o ex-Skank Samuel Rosa escreveu em suas redes:

“Devastado. Lô Borges nos deixou. Lô foi, afora os mais de 30 anos com meus amigos do Skank, o maior parceiro que tive na música. Com ele gravei um disco ao vivo, dividi turnês e composições. Começamos a fazer shows juntos em 1999, e a gente brincava que nossa turnê não tinha hora pra acabar. Trata-se daqueles casos clássicos em que um fã acaba tendo a sorte de dividir o palco com seu ídolo.

Lô Borges foi um dos maiores compositores brasileiros, não por acaso, assina com Milton Nascimento, o disco “Clube Da Esquina”, considerado por muitos, o melhor disco já produzido em terras brasileiras, além de vários clássicos do cancioneiro nacional. Meu amigo, você vai fazer muita falta, seu legado é definitivo, você é um dos grandes, e eu o Brasil tivemos o privilégio de compartilhar sua nobre história. Obrigado meu irmão meu irmão, saudades eternas.”

Paulinho Moska expressou seu pesar escrevendo:

“Adeus, Ídolô Borges… obrigado por tanta beleza e magia. Essa foto é de quando gravamos seu episódio do Zoombido, quando tive a honra de cantar o clássico “Trem Azul” com você. Foi o nosso primeiro encontro… depois fui surpreendido pelo seu telefonema no meio da pandemia me convidando pra gravar minha voz em uma canção inédita sua (em parceria com o irmão @marcioborgesclube ) chamada “Muito Além do Fim” para um disco homônimo.”

“Nunca esquecerei esse abraço em forma de música. Escrevi o texto de apresentação desse álbum atendendo à mais um convite seu, onde entre esquinas, mineirices, melodias e harmonias encantadoras comentei sobre o “elo do eco e o eco do elo” que suas canções representam nas nossas vidas. O elo que junta tudo e o eco que se repete pelo infinito.”

“Você agora vive muito além do fim, na eternidade dos nossos sonhos que não envelhecem nos girassóis de amor nos cabelos e vestidos. A imensidão de sua obra nos ensinou a delicadeza. Vai em paz, amigo querido.”

Políticos como a Ministra da Cultura Margareth Menezes, o Presidente Lula e o governador de Minas Romeu Zema também se manifestaram nas redes sociais.