Bad Bunny bate recorde de audiência e irrita Trump com seu halftime show

As cores da latinidade e o cunho poítico deram o tom da já histórica apresentação do rapper natural de Porto Rico


Bad Bunny halftime show

Performance histórica no intervalo do Super Bowl 60 superou Kendrick Lamar e acirrou ânimos políticos

Bad Bunny tingiu o Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia), com as vibrantes cores da latinidade, em homenagem a seu país de origem, Porto Rico, e à América Latina como um todo, durante o show do intervalo do Super Bowl LX, nesse domingo (8). No meio da festa, cheia de códigos que remetem à cultura da parte de baixo do continente, houve participação surpresa de Lady Gaga e do conterrâneo Ricky Martin e uma homenagem do pioneiro do reggaeton Daddy Yankee.

No maior palco dos Estados Unidos – a final do futebol americano é a maior audiência da TV no país -, Bad Bunny quebrou o recorde de Kendrick Lamar no ano passado, que atraiu mais de 130 milhões de espectadores.

Segundo levantamento da NBC (via Forbes), o show de Benito Antonio Martinez Ocasio (seu nome no RG) teve audiência de 135 milhões de pessoas em todo o mundo, batendo recordes como a apresentação mais vista da história do evento.

O show de aproximadamente 14 minutos – predominantemente em espanhol – contou com um medley de sucessos do reggaeton como Safaera’‘Party’‘Voy a Llevarte a PR’ e ‘EoO’. Contudo, foi, sem dúvida, o encerramento da apresentação, em que o rapper diz “God bless America” (Deus abençoe a América) e elenca todos os países das Américas do Sul, incluindo o Brasil, Central e do Norte, acompanhado por bandeiras de todos os países do continente. Ao fim ele encerra jogando a bola oval no chão como um touchdown (a pontuação do futebol americano).

Apesar do sucesso de público e crítica, a atração não agradou nem um pouco ao presidente americano Donald Trump. Na visão do governante, o recado sutil dado por Bunny sobre a importância e a visibilidade dos imigrantes latinos nos EUA (no momento em que as ações do ICE geram revolta dentro e fora do país) foi “tapa na cara” do país.

“O show não faz sentido, é um insulto à Grandeza da América e não representa nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência”, disse o presidente, em publicação na rede Truth Social (via R7).

“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, disse Trump, que considerou a apresentação “Absolutamente terrível”.

Setlist:

Tití Me Preguntó

Yo Perreo Sola

Safaera

Party

Voy a Llevarte Pa’ PR

EoO

Monaco

Die with a Smile” com Lady Gaga (versão salsa)

BAILE INoLVIDABLE

NUEVAYoL

LO QUE LE PASÓ A HAWAii” com Ricky Martin

El Apagón

CAFé CON RON

DeBÍ TiRAR MáS FOToS

Origem do show do intervalo

A tradição de shows de grandes nomes da música pop no Super Bowl foi inaugurada pela liga de futebol americano, a NFL, em 1993, com Michael Jackson. Antes eram bandas marciais que se encarregavam de entreter a plateia até o reinício da partida. O Super Bowl XXV já contava com uma participação de New Kids On The Block e personagens da Disney. Na edição XXVI, teve Gloria Estefan. Mas foi essa apresentação do Rei do Pop que mudou a configuração do halftime show.

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