Baixista afirma que voltou a compor com Alex Lifeson e não descarta material inédito da banda após a Fifty Something Tour
A aguardada turnê de reunião do Rush, que passará pelo Brasil no início de 2027, pode não ser o único projeto da lendária banda no horizonte. Em entrevista recente, o baixista e vocalista Geddy Lee indicou que a possibilidade de material inédito do grupo ainda não está descartada — embora qualquer plano nesse sentido precise esperar o fim da nova série de shows.
Segundo o músico, a ideia inicial era trabalhar em novas composições antes mesmo de a celebração da carreira do Rush ganhar forma. No entanto, o reencontro criativo com o guitarrista Alex Lifeson acabou abrindo uma porta inesperada.
Lee explicou que imaginava desenvolver novas músicas sozinho, mas a experiência de voltar a tocar com Lifeson reacendeu a possibilidade de uma colaboração entre os dois. Ainda assim, o processo acabou sendo interrompido temporariamente por causa da intensa preparação para a turnê.
“Há muito trabalho envolvido para colocar esses shows de pé, então é impossível pensar em outra coisa agora”, comentou o músico à MusicRadar (via Guitar World). “Mas quando tudo terminar e tivermos tempo para descansar no Canadá, quem sabe o que pode acontecer? Tenho a sensação de que alguma música nova pode surgir eventualmente.”
Outro ponto interessante levantado por Lee envolve a baterista Anika Nilles, recrutada para assumir as baquetas durante a nova fase da banda após a morte de Neil Peart em 2020. O vocalista afirmou que seria interessante explorar o potencial criativo da musicista em um eventual processo de composição.
“Seria divertido ver o que ela poderia fazer em uma situação criativa”, comentou, deixando claro, porém, que qualquer plano ainda está no campo das possibilidades.
O entusiasmo em torno do Rush aumentou consideravelmente desde o anúncio da Fifty Something Tour, revelada em outubro. Além do Brasil, a turnê passará por Canadá, Estados Unidos e México e marca o retorno do grupo aos palcos após anos de hiato. A demanda foi imediata: os ingressos para diversas datas esgotaram rapidamente.
Nos shows, a banda promete apresentações em dois sets por noite, com repertórios variados montados a partir de um catálogo de cerca de 35 músicas, incluindo clássicos e faixas queridas pelos fãs.
Se depender do clima de reencontro entre Lee e Lifeson, a nova fase do Rush pode ir além de uma celebração nostálgica — e eventualmente render também novas páginas na discografia da banda.
O Rush é uma das bandas mais influentes da história do rock progressivo. Formado em 1968, no Canadá, o grupo ficou conhecido pela combinação de virtuosismo técnico, letras complexas e experimentação sonora. A formação clássica contou com Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria e principal letrista), que entrou na banda em 1974. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, o trio lançou álbuns marcantes como 2112 (1976), Permanent Waves (1980) e Moving Pictures (1981), conquistando milhões de fãs com clássicos como ‘Tom Sawyer’, ‘Limelight’ e ‘The Spirit of Radio’. O Rush havia encerrado suas atividades após a morte de Neil Peart em 2020, mas anunciaram a volta em 2025, com a baterista alemã Anika Nilles.









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