Com a virtuosa Anika Nilles assumindo as baquetas do lendário Neil Peart, Geddy Lee e Alex Lifeson estão de volta à estrada e passarão pelo Brasil.
O mundo do rock progressivo foi pego de surpresa quando o Rush, que havia pendurado os instrumentos em 2015, anunciou seu retorno no final do ano passado. Após a dolorosa perda do mestre Neil Peart em 2020, acreditava-se que o livro da banda canadense havia sido fechado definitivamente. No entanto, Geddy Lee e Alex Lifeson decidiram que ainda havia música a ser feita e recrutaram a baterista alemã Anika Nilles para essa que pode ser considerada a missão mais desafiadora do rock.
Mais que Técnica, uma Conexão de Almas
Substituir Peart não é uma tarefa para qualquer um, e a escolha de Nilles não foi por acaso. Em entrevista recente à revista Classic Rock (via TMDQA), a baterista compartilhou como foi o primeiro ensaio oficial com a dupla. Segundo ela, o encontro superou as expectativas técnicas e se transformou em uma profunda experiência de imersão na essência e no espírito do Rush.
“Eu tinha algumas músicas preparadas antes de viajar para cá, e tocamos essas. Mas, durante a sessão, também conversamos muito sobre o Neil, sobre sua visão da música e da bateria. Falamos bastante sobre a essência das músicas. O ponto mais importante é simplesmente capturar esse sentimento, que pareça certo para os dois tocarem suas músicas novamente. E, no fim das contas, vai parecer certo para os fãs também. Conversamos muito sobre isso. A primeira sessão serviu mesmo para nos conhecermos e vermos como funcionamos juntos.”
A química se provou real no último domingo, 29 de março, quando a nova formação fez sua estreia oficial ao vivo no palco do Juno Awards 2026, em Hamilton (Canadá). A aparição, com a música ‘Finding My Way’, do primeiro álbum, de 1974, que levava apenas o nome da banda, foi um divisor de águas, provando que o legado do Rush está em mãos extremamente competentes e pronto para novas proporções. A nova formação conta também com um tecladista, função que anteriormente era acumulada por Lee além do baixo e do vocal. Loren Gold, que integra essa inédita configuração quarteto, tem no currículo bandas como The Who e Chicago. Se você ainda não viu a apresentação, confira abaixo:
O Brasil na Rota de 2027
Os fãs brasileiros já podem começar a preparar o bolso e o coração. O Rush trará essa turnê histórica de reunião ao país no início de 2027, passando por grandes estádios e arenas.
Confira o itinerário oficial da turnê brasileira:
- 22 de Janeiro: Curitiba (Arena da Baixada)
- 24 de Janeiro: São Paulo (Allianz Parque)
- 26 de Janeiro: São Paulo (Allianz Parque)
- 30 de Janeiro: Rio de Janeiro (Estádio Nilton Santos)
- 01 de Fevereiro: Belo Horizonte (Estádio Mineirão)
- 04 de Fevereiro: Brasília (Arena BRB Mané Garrincha)
O Rush é uma das bandas mais influentes da história do rock progressivo. Formado em 1968, no Canadá, o grupo ficou conhecido pela combinação de virtuosismo técnico, letras complexas e experimentação sonora. A formação clássica contou com Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria e principal letrista), que entrou na banda em 1974. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, o trio lançou álbuns marcantes como 2112 (1976), Permanent Waves (1980) e Moving Pictures (1981), conquistando milhões de fãs com clássicos como ‘Tom Sawyer’, ‘Limelight’ e ‘The Spirit of Radio’.
Sobre a turnê, Geddy Lee afirma:
“Mal podemos esperar para voltar a todas essas cidades em que não tocamos há tanto tempo, assim como visitar alguns novos lugares onde ainda não nos apresentamos. Tanto Alex quanto eu estamos adorando as horas de ensaio que estamos passando com Anika e agora com Loren, aprendendo cerca de 40 músicas, o que nos permitirá manter os shows em constante evolução, tocando canções diferentes em noites diferentes. Estamos entusiasmados por muitos membros de nossa equipe de longa data terem retornado para nos ajudar a criar o tipo de show do Rush que os fãs se acostumaram a esperar de nós. Esperamos sinceramente que vocês venham celebrar conosco 50 anos da música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem tão aguardada e que ele tão merecidamente merece.”
(Via Rolling Stone)








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