Quem lembra de Paperboy sabe que entregar coisas de porta em porta pode dar muito errado. Tom the Postgirl leva essa ideia a um lugar bem mais esquisito. Criado pelo estúdio suíço Oopsie Daisies e coproduzido e publicado pela ARTE France, o jogo chegou ao Switch em 29 de outubro de 2026, só em digital, por US$ 9,99, com classificação PEGI 16. Você é Tom, a nova carteira de um vilarejo onde todo morador tem algo a esconder, e as entregas viram desculpa pra espiar por janelas, portas e frestas. Tem múltiplos finais.
Ô jogo subversivo e doidão da bexiga. Tem sanguinolência, perversão, degradação humana, abuso de substâncias e situações mais que inusitadas. Não adianta falar muito, senão começo a descrever o que não interessa a quem quer viver essa aventura louca. As mecânicas são simples, com pouca tensão e pouca exigência de reflexo. A graça tá na imersão e na interpretação do que acontece durante o jogo.
Uma curiosidade: a equipe de animação chegou a dar uma palestra sobre como animar uma personagem perseguidora no Fantoche, festival suíço de animação.
O jogo acabou de sair, então a repercussão ainda tá começando. O Vulgar Knight, no PC, adorou a estranheza em preto e branco e achou que ele entrega mais do que a premissa promete.
Não é um jogo pra todos e definitivamente não é pra criança. Mas, pra quem curte o bizarro, é uma rota que vale a pena fazer.
