Brasilândia recebe festival cultural gratuito com dois dias de espetáculos, intervenções e oficinas  

Projeto Brincando na Praça destaca programação de cultura popular com perspectiva antirracista e de resgate à ancestralidade

Guiado por importantes atividades culturais, educativas e interativas, o Brincando na Praça ganha novas datas de realização na capital paulista. O festival chega neste sábado (9) e domingo (10) à Praça João Amós, na Brasilândia, Zona Norte da cidade. Dedicado ao público infantojuvenil, o evento tem programação gratuita e inicia às 9 horas. 

Entre os destaques da agenda estão apresentações e oficinas que trabalham o resgate da memória ancestral africana e consciência ambiental, além de espetáculos que estimulam a criatividade e a conexão com a cultura popular brasileira. 

“O Brincando na Praça é um projeto itinerante, pensado para todas, todos e todes, em que buscamos oferecer experiências lúdicas, respeito à diversidade, atividades com práticas antirracistas, troca de saberes e senso de coletividade”, comenta Ítalo Azevedo, idealizador da Muda Cultural, agência que realiza o projeto. 

Programação 

No sábado (9), as atrações começam com o espetáculo “Pernaltas e Malabaristas”, da Deu Circo, unindo teatro, circo, e brincadeiras. Em seguida, o palco é tomado pela fantasia, surpresa e imaginação com o espetáculo “Nas Águas do Imaginar”, da Companhia de Danças de Diadema. 

Às 10h30, “Gira, Girou”, da Cia Alcina da Palavra, repercute em uma grande roda os movimentos da dança afro-brasileira. Depois, todos poderão participar da oficina “Fantasias do Folclore Brasileiro”, do Coletivo Foca, em um espaço lúdico de criação de fantasias a partir de personagens da cultura popular do Brasil. E, para aprender sobre consciência ambiental, o espetáculo Floresta Viva, do projeto BuZum!, rouba a cena. 

O dia terá ainda duas sessões de pintura facial e a presença da Caravana Lúdica, que traz para a diversão 15 jogos de diversas épocas e países do mundo. 

No domingo (10), o público acompanha às 9h30 a intervenção “Cortejo Voador”, da Cia Passarinho Contou, e, depois, entra para balançar o corpo com ritmos afro-brasileiros com o Bloco Afro ÉdiSanto. Às 11h30, é a vez da oficina “Capuêra Angola Pequena, Filha da Natureza”, do Coletivo Quebrando a Cabaça Espalhando Sementes, que propõe ao público uma brincadeira com os movimentos possíveis dos corpos. 

Com a Cia Caruru, os participantes são convidados a uma caça ao tesouro diferente, em que as moedas de ouro são os diversos elementos pertencentes à cultura africana e afro-brasileira. A atividade “Descobrindo Nossos Tesouros: da África para o Brasil” traz curiosidades, músicas e brincadeiras relacionadas com elementos na natureza. 

O espetáculo circense “O Incrível Número Final”, do Bando Golíardis, finaliza a programação seguido de mais uma rodada de Jogos do Mundo com a Caravana Lúdica. 

Durante o festival – realizado pela Muda Cultural, em parceria com o Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (Pro-Mac) -, as apresentações de teatro de rua, dança popular, variedades circenses, música ao vivo e oficinas estimulam, uma a uma, a imaginação e o gosto pelo fazer artístico. O evento, que convida à reflexão e abre espaço para que o público interaja e seja agente do aprendizado, é a dica certa para pais, mães e responsáveis que poderão levar bebês, crianças e jovens para participar.

A acessibilidade do festival não se dá apenas pela gratuidade da entrada, mas também pela interpretação em Libras das atrações, programação impressa em braille à disposição do público, classificação etária livre, acessibilidade arquitetônica para pessoas com mobilidade reduzida e fácil localização dos eventos.

O Brincando na Praça na Brasilândia faz parte de uma série de atividades realizadas pela Muda Cultural. O projeto é viabilizado pelo Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (Pro-Mac) e conta com o apoio de WTW, Grupo Mater, Gui Mattos, Marina Linhares Interiores, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Subprefeitura Capela do Socorro e Subprefeitura Freguesia Brasilândia. A realização é da já citada Muda Cultural em parceria com a Secretaria Municipal de Cultural de São Paulo.

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