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“Esperança na revolta”, da Confraria do Impossível, em temporada no SESC Rio

Esperança na Revolta é o espetáculo de estreia da Confraria do Impossível, que aborda a guerra sob vários aspectos e diferentes pontos de vista em diversos contextos mundiais. Não como um fenômeno que atinge apenas a alguns ou um determinado povo. Mas como uma violência que atinge a todos, mesmo em diferentes escalas. Uma identidade humana sem fronteiras, para além dos limites geográficos, históricos ou culturais. O que está em jogo nesse espetáculo é o ser humano diante da violência de seu tempo e como ele reage ou sobrevive a isso.

O espetáculo se constrói em três bases: a griotagem (ou contação), a música e o jogo. A partir de diversos personagens, esses atores cantam, contam, jogam, dançam, tocam e vivem histórias de guerra. São sete histórias reais e fictícias em sete contextos de guerras contemporâneas no mundo, numa montagem ousada, dinâmica e visceral. Acreditamos que esse olhar em direção a esfera mundial responda as questões levantadas pelo capitalismo e pela globalização, em que migração, genocídio contra minorias, individualismo, cultura de consumo, manipulação midiática e tentativas de hegemonia são realidades efetivas. Queremos mostrar nossa perplexidade, diante os interesses dos que promovem as guerras ,traduzindo isso cenicamente, em atos, sons e movimentos.

A Confraria do Impossível surgiu em 2009, como um coletivo artístico de pesquisa cênica que propõe o intercâmbio entre as linguagens do teatro, do cinema, da música, da performance e da poesia através da visceralidade da cena e da força de resistência do pensamento livre do ser humano como material de reflexão social e transformação política dentro da nossa sociedade. A Confraria do Impossível conta com artistas que passaram por grupos como: Os Crepos(SP),  Amok Teatro, Aquela Cia, Grupo Emú, Legítima Defesa(SP), Cia Ensaio Aberto entre outros grupos e coletivos experientes. Entre 2015-2018, a Confraria vem realizando diversos experimentos cênicos pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro sobre diversos temas como o genocídio do povo negro, o empoderamento da mulher na sociedade, a conscientização da luta de classes, a subversão e o direito de revolta do povo junto ao Estado e seus emparelhamentos, questões de gênero, manipulação da mídia, ancestralidade, entre outros. A Confraria do Impossível atualmente conta com dois núcleos cênicos: um de teatro que ensaia a peça Esperança na Revolta, a estrear ainda em 2018 e um de Intervenções Urbanas, realizadas e registradas pela cidade dentro do projeto #ResistenciaPreta. Participam da Confraria do Impossível: André Lemos, Reinaldo Junior, Cláudia Barbot, Camila Barra, Nádia Bittencourt, Erika Cândido, Daniel Vargas, Alex Nanin, Tarso Gentil, Marcella Gobatti, Cátia Costa, Tati Vilela e Wayne Marinho. A Confraria do Impossível vem sendo supervisionada simbolicamente pelo olhar mais do que especial da mestra Camilla Amado que conheceu o trabalho da companhia em 2015 e a partir de então resolveu se juntar e colaborar supervisionando afetivamente a Confraria com toda sua sabedoria e experiência em nossos projetos e ações.

Em Esperança na Revolta, a música é mais do que um elemento presente; é uma personagem que é executada ao vivo e que guia cada trama e seu contexto. A contação vem dos Griots africanos e o jogo vem a base de treinamentos, jogos, improvisações, pesquisas teóricas, práticas e criação dramatúrgica coletiva propondo uma montagem contemporânea que dialoga entre as culturas orientais e ocidentais de forma interativa e crítica.

O cenário é composto por um telão que receberá projeções de imagens de guerras e depoimentos. Parte da área cênica do palco é composta por um set com instrumentos musicais originais dos países no qual as histórias são contadas, onde os atores se revezam nessa área musical entre cantos, execuções musicais, poéticas e distanciamento cênico.

Serviço

Sesc Tijuca – Teatro II
De 02 a 18 de novembro
Rua Barão de Mesquita, 539, Andaraí
Sextas, sábados e domingos às 19h.
R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia) R$ 7,50 (associados Sesc)
Terreiro Contemporâneo – Sala Chico Xavier
De 23 de novembro a 09 de dezembro
Rua Carlos de Carvalho, 53, Centro
Sextas e sábados às 20h
Domingos às 19h R$ 20 (inteira) R$ 15 (lista amiga) R$ 10 (meia)

FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO E DRAMATURGIA: Confraria do Impossível
SUPERVISÃO GERAL: Hilton Cobra
SUPERVISÃO CÊNICA: Vilma Melo
SUPERVISÃO DRAMATÚRGICA: Rodrigo França
TEXTO E DIREÇÃO: André Lemos
ELENCO: Alex Nanin, Beà ,Cátia Costa, Cláudia Barbot, Daniel Vargas, Lívia Prado, Nádia Bittencourt. Reinaldo Junior e Tarso Gentil
DIREÇÃO DE MOVIMENTO e PREPARAÇÃO CORPORAL: Reinaldo Junior e Cátia Costa
DIREÇÃO MUSICAL: Béa e André Lemos
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Camila Barra e Médrick Varieux
ORIENTAÇÃO TEÓRICA: Simone Kalil
PROJETO DE LUZ: Rommel Equer
MÚSICAS: AnarcoFunk e Confraria do Impossível
ARRANJOS e PESQUISA MUSICAL: Béa Felício
STAND-INs: Ariane Hime, Juciara Áwô Tati Vilela e Wayne Marinho
CENÁRIO: Tarso Gentil
FIGURINOS: Caju Bejerra
ACESSÓRIOS: Rubens Barbot
DESIGN GRÁFICA: Maria Júlia Ferreira
AUDIOVISUAL: Rizza Habitá
FOTOGRAFIA E TEASERS: Rizza Habitá e Leandro Cunha
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Laís Monteiro
INTERCÂMBIOS ARTÍSTICOS: Mariama Bah (Gâmbia), Lisa Josefsson(Suécia), Doris Niragire (Ruanda)
OPERADOR DE LUZ: Beto Corrêa
OPERADORA DE SOM E AUDIOVISUAL: Rizza Habitá
PRODUÇÃO: Confraria do Impossível
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO: Paulo Mattos
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Beth Lopes, Tati Villela e Wayne Marinho
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: André Lemos e Reinaldo Junior
PARCERIA: Terreiro Contemporâneo e Escola de Teatro Martins Pena

Vivian Pizzinga

Publicado por Vivian Pizzinga

Vivian é escritora e psicanalista. Lançou dois livros de contos (A primavera entra pelos pés, 2015; Dias roucos e vontades absurdas, 2013), ambos pela Editora Oito e Meio.

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