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Festival “Dança em Trânsito” percorre 18 cidades do Brasil entre novembro e dezembro

Depois de apresentar em 2020 uma edição cem por cento online – indicada ao Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Difusão –, o festival internacional de dança contemporânea Dança em Trânsito retorna às ruas e palcos do país, ao mesmo tempo em que incorpora a programação virtual, em um inédito formato híbrido. De norte a sul do Brasil, 25 cidades de dez estados estão envolvidas com residências, projetos formativos, mentorias e intercâmbios – iniciados virtualmente em março – e, presencialmente, 18 cidades recebem, de 6 de novembro a 19 de dezembro, espetáculos de 27 companhias do Brasil, Alemanha, Canadá, Espanha, França, Israel, México, Portugal, Suíça e Uruguai, projeções de vídeos, além de residências de criação e oficinas gratuitas. O 19º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério do Turismo e apresentado e patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, Banco do Brasil, Engie e VW Caminhões e Ônibus.

“Adiamos de julho para novembro as atividades presenciais do festival em função do calendário de vacinação nacional. Mas iniciamos de forma remota, em março, uma série de ações online e gratuitas envolvendo artistas nacionais e internacionais, com aulas de dança; formação de professores multiplicadores; mentoria para criação de turmas em centros culturais longe das metrópoles e manutenção para profissionais da dança e artes cênicas”, explica Giselle Tápias, diretora artística e curadora do Dança em Trânsito. “Além disso, fizemos um projeto de extensão em parceria com o Museu de Arte do Rio de Janeiro, com uma intervenção dançada dentro da exposição Imagens que não se conformam, e seguiremos com essa parceria, junto à Escola do Olhar, com aulas para professores da rede pública. O resultado será apresentado no festival”, resume.

No Rio de Janeiro, o Dança em Trânsito acontece entre 8 e 14 de novembro, com espetáculos, performances e projeções de filmes no CCBB RJ, a partir das 17h, com exceção do primeiro e último dia, a partir das 18h30. No domingo, o Museu de Arte do Rio – MAR recebe a apresentação do resultado da Formação Continuada, em parceria com a Escola do Olhar, às 13h. No mesmo dia, haverá a tradicional ocupação dos espaços públicos ao longo da Orla Conde, com um total de nove espetáculos de companhias brasileiras e estrangeiras, com início às 11h, desde o entorno do Museu do Amanhã até o CCBB, onde acontecem as duas últimas apresentações, às 18h30.

A fim de minimizar os riscos para toda a equipe, a curadoria artística levou em consideração o número de integrantes das companhias a serem convidadas, os perfis de espetáculos e performances adaptáveis aos ambientes externos, assim como os deslocamentos de cada companhia. Além disso, alguns artistas e companhias do exterior estão envolvidos de forma remota, seja à frente das aulas de formação online ou através dos trabalhos exibidos em vídeo durante o festival.

Na programação carioca, a Focus Cia de Dança, de Alex Neoral, apresenta o duo Grand Pas, um recorte do novo trabalho, VINTE; Márcia Milhazes Dança Contemporânea traz Paz e Amor, montado via online na pandemia, e ainda exibe o filme o filme Pássaros, ambos no CCBB; Renato Vieira Cia de Dança mostra o espetáculo Mal Ditos, inspirado no Movimento dos Poetas Malditos e na experiência pessoal de Renato durante a Ditadura, em 1964. A paulistana T.F.Style Cia de Dança vem com o premiado (APCA/2019) ELO, focada na dança urbana contemporânea, que estabelece diálogos entre corpo, arquitetura e público em busca de um novo olhar para a cidade. O Grupo Tápias (RJ), cia associada ao festival dirigida por Flávia Tápias, escolheu para o Rio de Janeiro a estreia de sua nova coreografia IMPREVISTO, onde o amor acontece, baseada no poema homônimo de Fernanda Estrella. Duas companhias espanholas – Cia Elías Aguirre (Madrid) e Iron Skulls Co (Barcelona) – chegam das duas principais metrópoles daquele país com, respectivamente, Flowerheads, que mistura realidade e fantasia na precisão de movimentos de bichos e plantas; e Sinestesia, onde a dança contemporânea encontra a acrobacia e o hip hop. Da França, a Compagnie Vivons (Paris) traz ao país NEVER 21, que aborda as questões levantadas pelo movimento Black Lives Matter e homenageia os jovens negros vítimas da violência armada que nunca chegarão aos 21 anos. O uruguaio Christian Moyano percorre diversas cidades a partir do Rio com oficinas e a apresentação de Pauza, em que faz uma reflexão sobre as questões da quarentena.

O festival passa ainda por Mangaratiba (RJ), 6/11; Goiânia (GO), 15 e 16/11; Brasília (DF), 18 a 21/11; São Luis (MA), 25 e 26/11; Belém (PA), 28/11; Parauapebas (PA), 29/11; Canaã dos Carajás (PA), 30/11; Belo Horizonte (MG), 3 e 4/12; Ipatinga (MG), 6/12; Coronel Fabriciano (MG), 7/12; Vitória (ES), 10/12; Vila Velha (ES), 11/12; Entre Rios do Sul (RS), 14/12; Alto Bela Vista (SC), 15/12; Florianópolis (SC), 17/12; Capivari de Baixo (SC), 18/12 e São Paulo (SP), 19/12.

DANÇA EM TRÂNSITO PROJETADO: DA TELINHA DO CELULAR AO TELÃO DO CINEMA

Uma das principais novidades em 2021 é o Dança em Trânsito Projetado, que marca o hibridismo do novo formato. Mesmo com a volta das apresentações presenciais, o festival incorpora de vez as transmissões nas plataformas digitais, além de incluir projeções em salas de cinema. Dentre as obras que serão exibidas no festival estão Shape On Us, da Vertigo Dance Company, de Israel; Revisor, de Crystal Pite, do Canadá; Trixie, de Nicole Seiler, da Suíça; Encruzilhada, de Ana Vitória, coreógrafa brasileira radicada em Lisboa, e Borboletas, de Sissi Abrão, de Portugal, entre outros.

“A ideia do Dança em Trânsito Projetado é ampliar ainda mais o alcance e as possibilidades do festival. Dentro dessa proposta há cinco recortes, sendo os dois primeiros heranças diretas da nossa edição online de 2020: a transmissão de vídeos com os novos trabalhos de companhias estrangeiras que participam remotamente do festival e a exibição de coproduções da edição 2020, como a videodança Solos_On. As novidades ficam por conta da programação de filmes de dança de até 15min, produzidos no Brasil ou no exterior, inéditos ou não, que foram selecionados pela curadoria do festival a partir das inscrições recebidas após convocatória pública; assim como a transmissão por streaming em plataformas online de boa parte dos espetáculos apresentados presencialmente no festival. Com isso, além do público presente, internautas de qualquer lugar do mundo terão acesso às apresentações praticamente em tempo real. Por fim, veicularemos na internet resumos diários da programação do Dança em Trânsito”, detalha Giselle.

ROTAS BRASIS: RESIDÊNCIA DE INTERCÂMBIO TEM EDIÇÃO 100% NACIONAL

Depois de uma edição construída exclusivamente de forma remota e apresentada como vídeo-dança em 2020, a tradicional residência de intercâmbio Rotas adota o hibridismo em 2021 com ROTAS BRASIS. Idealizada e facilitada pela coreógrafa Flávia Tápias, a parceria criativa que originalmente reunia intérpretes brasileiros e estrangeiros participantes do festival e era apresentada durante a programação deu lugar este ano a uma residência somente com artistas brasileiros, selecionados através de uma convocatória, e aberta aos diversos estilos de dança de cada região na construção da coreografia. Com ensaios realizados inicialmente de forma remota, o resultado será apresentado no festival com a participação de músicos convidados.

PROJETO VALIA, RESIDÊNCIAS E OFICINAS: FORMAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO

Os projetos formativos, que fazem parte do DNA do festival, ganharam um novo viés este ano com o Projeto Valia, que promoveu a partir de março aulas online de mentoria em dança contemporânea voltadas para o aprofundamento profissional de professores de cidades com poucas oportunidades e distantes dos grandes centros. Os professores contemplados das cidades de Entre Rios do Sul (RS), Capivari de Baixo e Alto Bela Vista (SC) e Minaçu (GO) foram contratados para dar aulas com criação nos centros de cultura de suas cidades, entre julho e outubro, com mentoria e acompanhamento da coreógrafa Flávia Tápias. Como resultado do processo criativo nas aulas, os alunos se apresentam durante o Dança em Trânsito, ao lado dos artistas profissionais que realizarão seus espetáculos nessas cidades. “É um projeto de geração de renda, que traz multiplicadores na área da dança. Dou aula para os professores dessas cidades todas as sextas, fazendo uma mentoria para prepará-los para as aulas que eles, por sua vez, dão às suas turmas”, explica a coreógrafa Flávia Tápias, que coordena o projeto.

Outra vertente são as Residências de Criação voltadas para participantes com algum conhecimento de técnica de movimento, oferecidas gratuitamente e ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São 3 a 7 dias de imersão coletiva, nos quais encontros, trocas e aprendizagens resultam em obras que serão apresentadas dentro da programação do Dança em Trânsito. Mário Cunha (Friburgo, RJ), em Mangaratiba; Mário Nascimento (Manaus, AM), no Rio de Janeiro; Aston Bonaparte (Paris, FR), em Goiânia; Clara Costa (RJ), em Belém do Pará; Rosa Antuña (Belo Horizonte, MG), Ipatinga e Coronel Fabriciano (MG); Dilo Paulo e Lenna Siqueira (Brasília, DF), em Canaã dos Carajás (PA) e Christian Moyano (Montevidéu, URU), em Belo Horizonte (MG), conduzem os trabalhos. As inscrições estão abertas no site www.dancaemtransito.com.br.

O festival oferece ainda 19 oficinas gratuitas, em 10 cidades, ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São encontros pontuais, de duas a três horas de duração, abertos a todos os interessados. Inscrições e mais informações no site www.dancaemtransito.com.br.

DANÇA EM TRÂNSITO – 19ª edição

Programação completa e inscrições para oficinas: www.dancaemtransito.com.br

SERVIÇO:

Rio de Janeiro
Data: 8 a 14 de novembro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB RJ*
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Tel: 21 3808-2020
Horários: a partir das 18h30 – dias 8 e 14/11 a partir das 17h – 10 a 13/11
Ingressos: Teatro I – R$ 15 (preço único)
Sala de Cinema 2 – entrada franca (retirada cortesia no site eventim)
Hall do Cinema e Rotunda – entrada franca
Vendas: eventim.com.br
Capacidade: 85 lugares (Teatro I) 25 lugares (Cinema II)

*O CCBB RJ funciona de quarta a segunda (fecha terça), das 9h às 19h aos domingos, segundas e quartas e das 9h às 20h, às quintas, sextas e sábados. A entrada do público é permitida apenas com apresentação do comprovante de vacinação contra a Covid-19, medição de temperatura e uso de máscara. O CCBB disponibiliza álcool gel e tem sinalizadores no piso para o distanciamento. Nos teatros e cinemas a lotação está reduzida para 50%. Os ingressos para os eventos devem ser retirados previamente no site ou aplicativo Eventim.

Data: 14 de novembro (domingo)
Horário: 13h
Local: Museu de Arte do Rio – MAR
Apresentação do resultado da Formação Continuada em parceria com a Escola do Olhar
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro
Tel: 21 3031-2741
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia entrada) https://ingressos.museudeartedorio.org.br
Mais informações: https://museudeartedorio.org.br/
Data: 14 de novembro (domingo)
Horário: de 11h às 18h (programação completa em www.dancaemtransito.com.br)
Local: Espetáculos ao ar livre, no entorno do MAR até corredor cultural ao lado CCBB

Ficha técnica:

Apresentação: Ministério do Turismo

Apresentação e Patrocínio: Instituto Cultural Vale, Banco do Brasil, Engie e VW Caminhões e Ônibus

Direção geral: Giselle Tápias

Direção artística e curadoria geral: Giselle Tápias e Flávia Tápias

Direção de Produção: Espaço Tápias

Coordenação geral e contatos artísticos: Letícia Kaminski

Produção: LIMENTO

Equipe de streaming: André Monteiro

Redes sociais: INOVA BRAND

Programação do site e suporte de TI: João Rodrigues Stebanez

Design Gráfico e web design: Fernanda Vallois | TRUQUE

Tradução e revisão dos textos: Letícia Kaminski

Fotografia e vídeo: Fernanda Vallois | TRUQUE

Equipe de apoio: Spectaculu Escola de Arte e Tecnologia

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