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Agenda

Finlândia faz temporada no Teatro Cultura Artística

Montagem brasileira para o texto do premiado dramaturgo francêsPascal Ramberttem direção de Pedro Granatoe é estrelada por Paula Cohen (que recebeu o Prêmio APCA por este trabalho) e Jiddu Pinheiro, com participação especial de Turí

Depois de grande repercussão em 2025 em São Paulo e no Rio de Janeiro, Finlândia, do premiado dramaturgo francês Pascal Rambert, volta aos palcos paulistanos para uma nova temporada no Teatro Cultura Artística (TCA), de 24 de abril a 31 de maio (exceto nos dias 15, 16 e 17/5), com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h30.

Protagonizada por Paula Cohen – vencedora do Prêmio APCA 2025 de Melhor Atriz de Teatro por este trabalho – e Jiddu Pinheiro, com participação especial de Turí, a montagem tem direção de Pedro Granato e reafirma o impacto e a atualidade de um texto que vem sendo encenado com sucesso em diversos países.

Encenada inicialmente em 2022, em Madri, Finlândia ganhou montagens de destaque em Paris, Montevidéu e Cidade do México, consolidando-se como um dos textos mais relevantes de Pascal Rambert sobre as relações afetivas contemporâneas. No Brasil, o espetáculo se tornou um dos grandes destaques da cena teatral recente, reunindo público expressivo, forte identificação e reconhecimento da crítica.

A peça nos coloca dentro de um quarto de hotel em Helsinque, onde acompanhamos Paula e Jiddu, um casal em processo de separação que tenta estabelecer um diálogo sobre o futuro da relação e a criação da filha pequena. A partir desse embate íntimo, o texto expõe as complexidades emocionais, os conflitos de linguagem e as transformações estruturais que atravessam os vínculos amorosos na atualidade.

Em cena, o confronto entre dois mundos aparentemente inconciliáveis reflete o momento que vivemos: um sistema de padrões opressivos em desconstrução, a revisão das estruturas de poder, a redistribuição de papéis dentro da família e as resistências que emergem nesse processo de mudança.

“Eu acho que o texto traz muito essa nova onda feminista para dentro das relações em que os pais estão mais presentes, compartilham as tarefas do lar e cuidados com os filhos e não terceirizam os cuidados. E aqui há também uma certa inversão de papéis em alguns momentos, uma desconstrução, uma visão mais crítica dessas estruturas de poder dos homens, do que é violência e do que é respeito. O texto traz muito a filha para o centro da questão”, comenta o diretor Pedro Granato.

Já para a atriz Paula Cohen, a obra explora a dicotomia entre os padrões herdados e a tentativa de rompê-los a partir das transformações de tempo, valores e olhares. “Acho que a peça explora essas contradições colocando em perspectiva esses questionamentos, de maneira muito humana na boca dessas personagens. Esse casal passa por muitos assuntos que estão em pauta na sociedade e, por isso, encontra ressonância em muitas casas, em muitos lares, em outros países”, comenta.

E, sobre essa atualização profunda na forma de olhar para os relacionamentos, Jiddu Pinheiro afirma: “O debate sobre opressores e oprimidos no ambiente público e privado, o embate político-ideológico nos mais diversos fóruns, as lutas por igualdade de direitos de gêneros e representatividade feminina, a forma como a estrutura patriarcal moldou e molda subjetividades de homens e mulheres são pautas de primeira ordem neste momento. O texto de Rambert traz de forma brilhante esse imaginário e esse debate nas subjacências dos dizeres desses personagens fazendo com que tudo pareça orgânico e cotidiano.”

A encenação explora o aspecto claustrofóbico do quarto de hotel em que a história se passa. A disposição diagonal do espaço cênico reduz a área de atuação e cria uma relação quase cinematográfica com o público, evocando a sensação de plano e contraplano. A encenação aposta em uma estética minimalista, em que atores e texto ocupam o centro da experiência.

Entre as referências estão Cenas de um Casamento (Ingmar Bergman e a série da HBO), Closer (Patrick Marber) e História de um Casamento (Noah Baumbach), obras que dialogam com o olhar íntimo sobre casais em momentos decisivos e ajudam a situar Finlândia dentro de uma linhagem contemporânea de dramaturgias do afeto.

Ficha Técnica

Texto: Pascal Rambert

Tradução e Adaptação: Jiddu Pinheiro e Paula Cohen 

Direção: Pedro Granato
Elenco: Paula Cohen e Jiddu Pinheiro

Participação Especial: Turí

Cenografia e Desenho de luz: Marisa Bentivegna
Figurino: Iara Wisnik

Direção de produção: Luciana Fávero 

Assessoria de imprensa: Pombo Correio 

Gestão de tráfego: André Hã

Designer gráfico: Pedro Inoue

Fotografia: José de Holanda 

Direção Audiovisual: Karina Ades 

Realização: Dulcinéia Produções Artísticas

Sinopse

Finlândia nos conduz ao interior de um quarto de hotel em Helsinque, onde Paula e Jiddu, um casal em processo de separação, tentam estabelecer um último e necessário diálogo. O que começa como uma conversa íntima rapidamente se transforma em um embate profundo sobre amor, poder, cuidado e pertencimento. A partir desse encontro carregado de tensão e afeto, a peça revela as complexidades emocionais de um casal em crise diante das transformações estruturais das relações contemporâneas. 

Serviço

Finlândia, de Pascal Rambert
Temporada: 24 de abril a 31 de maio de 2026 (exceto nos dias 15, 16 e 17/5)
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h30
Teatro Cultura Artística – Rua Nestor Pestana, 196 – Centro, São Paulo
Ingressos: R$ 120 (inteira) | R$ 60 (meia-entrada)

Bilheteria: terça a sábado, das 12h às 18h, e domingos, das 10h às 16h
Telefone: (11) 3256-0223
Duração: 90 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 150 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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