O grupo de dança Ewé começou uma série de apresentações na cidade de São Paulo com o espetáculo Da Laje para a Garagem. A primeira apresentação foi no Centro de Referência da Dança no dia 12/05, mas quem ainda não assistiu o espetáculo ainda tem a oportunidade de assistir amanhã, noTeatro do Centro Cultural da Juventude – CCJ (17/05), Teatro Paulo Eiró (19/05) e no Teatro Cacilda Becker (25/05). A
montagem é um resgate de memórias afetivas, é perceptível a presença das brincadeiras, das lembranças entre o transitar da laje para a garagem, até a iluminação do espetáculo é um brincar no palco, dando a cena um ar de jogos competitivos de rua.
É um espetáculo de criação e investigação que propõe, a partir da pesquisa em dança, discutir questões sobre a representatividade do corpo negro no protagonismo de estéticas corporais, tendo como base as danças tradicionais negras dos rituais jejes e yorùbá que já fazem parte das pesquisas que o Grupo Ewé vem trazendo em suas proposições artísticas.
A dança ritual neste trabalho, coloca em cena experiências coletivas que partilham de ações para alcançar um objetivo comum, colocando o artista pesquisador na relação entre o discurso e as condições de produção de sentido, ou seja, é tudo aquilo que se faz necessário para o artista pesquisador ter relações de reconhecimento e pertencimento, garantindo que a experiência e estrutura de dança não sejam uma colagem de movimentos deslocados da singularidade do artista pesquisador.
O processo criativo considera-se não somente o artista pesquisador, mas tudo o que participa e é estímulo para a construção e pesquisa em dança como parte necessária e fundamental para o processo dramatúrgico e de construção da cena. Quando questionado sobre a ideia espacial do espetáculo o coreógrafo e diretor do grupo Ewé Luiz Anastácio diz: “a ideia espacial evocada é inspiração sensível para compreender como estes espaços físicos, muito vivenciados nas periferias, demarcam parte da identidade preta paulistana e a dança ritual é uma forma de experienciar, a partir do corpo e da produção de conhecimento em dança”.
No espetáculo também é possível observar referências adinkras (símbolos ideográficos pertencentes aos povos Acã), como mapas conceituais tridimensionais e a partir das fundações imagéticas e filosóficas do povo Acã, que traz em sua representatividade a imagem do deus do Céu, Kwaku Ananse, o homem aranha, o tecer de caminhos mostra o quanto as ancestralidades negras estão interligadas de forma a compreender que fazer, no pensamento africano, é um ato coletivo.
Ficha Técnica:
Diretor Geral, Diretor de Arte e Coreógrafo: Luiz Anastácio
Assistente de Direção: Beatriz Oliveira
Diretor de Mídia e Designer: Ian Muntoreanu
Produção Executiva: Rafaela Araújo
Bailarinos:
Aruan Alvarenga
Beatriz Oliveira
Joyce Silva
Luiz Anastácio
Rafaela Araújo
Thico Lopes
Bailarina Aprendiz: Jessica do Carmo
Figurino: Luiz Anastácio
Objetos Cênicos: Grupo Ewé
Iluminação: Bruna Tovian
Musicista: Hambria Costa
Serviço:
Espetáculo Da Laje para a Garagem
Faixa Etária: 14 anos
17/05 – Teatro do Centro Cultural da Juventude – CCJ às 20h.
Endereço: Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila dos Andrades
Entrada: Grátis
19/05 – Teatro Paulo Eiró, Santo Amaro às 21h
Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro,
Entrada: Grátis
25/05 – Teatro Cacilda Becker às 21h
RuaTito, 295 – Lapa
Entrada: Grátis









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