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BNA – anime Netflix traz lições sobre preconceito e desigualdade

Confira a resenha!

A cada novo anime que a Netflix apresenta, o streaming consegue trazer bons títulos originais. Agora com BNA: Brand New Animal, a empresa apresenta um anime hiper-colorido do Studio Trigger.

Com 12 episódios do diretor Yoh Yoshinari estreou originalmente no Japão, chegando recentemente por aqui.

BNA – anime Netflix traz lições sobre preconceito e desigualdade | Anime | Revista Ambrosia

Situada em um mundo onde existem animais humanóides, conhecemos Michiru Kagemori, uma humana comum que um dia de repente se transforma em um deles.

BNA é um anime que segue a linha de ficções que usam a transformação de pessoas como material de engrenagem para criar sua história. Comum na televisão, e especificamente no domínio da animação, exemplos dessa antropomorfização são diversos, como é o caso de Beastars ou Houseki no Kuni que utilizam o recurso da crítica para criar sua ficção para imitar nosso comportamento de certa maneira.

Mas Brand New Animal cria uma sociedade na qual coexistem pessoas e “humanos-feras” e escrevem uma história sob essas diretrizes, acrescentando, além disso, um componente muito significativo e revelador de discriminação. Tornando-o um título mais surpreendente a nível técnico e visual graças ao trabalho do Studio Trigger, mas também uma obra com uma componente bem executada focada na segregação, nos cultos e no silêncio governamental.

O anime

Michiru Kagemori era uma estudante do Ensino Médio, que levava uma vida normal. Até o momento, que sem saber ainda como, se torna o que chamam de “fera-humana”. Uma humana com traços de um guaxinim, ou tanuki.

Assombrada com aquilo tudo e mergulhada no desespero decide se trancar em casa. Esquecer o mundo, só se relacionar com seus pais. Mas nem eles conseguiam entender. Sua filha tinha se tornado um ser estranho com pêlos para a qual as pessoas olhavam estranhamente.

Cada dia era um dia a menos, até que descobre que existe um  um lugar onde as pessoas não me tratassem com excessos: Animália. Uma cidade próxima à capital criada há dez anos para que aqueles que foram tachados de feral pudessem viver em paz.

BNA – anime Netflix traz lições sobre preconceito e desigualdade | Anime | Revista Ambrosia

De uma forma frenética, mas inteligente, Brand New Animal (BNA) apresenta seu universo em seu primeiro episódio.

Um início que traz o retorno do Studio Trigger, com o talento de Yoh Yoshinari (Medabots, Little Witch Academia) e de Kazuki Nakashima (Kill la Kill, Promare) que explorará a humanidade em seu contexto mais primal, com uma abordagem crítica, mas também divertida.

Animália, a cidade dos renegados

A jovem chega na cidade em busca de refúgio e uma solução para sua situação, mas o que encontra é a realidade do dia-a-dia daqueles que foram rejeitados pelos humanos .

A série nos imerge nesta sociedade para falar sobre discriminação e preconceito de raça, como já abordamos, e se esforça para lidar com essas questões, bem incisiva à primeira vista. Lembrando que a discriminação pode ter várias faces: não é apenas ódio, rejeição e violência, mas também incompreensão ou mera indiferença, por exemplo.

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Ao longo de seus primeiros episódios, essas diferentes facetas serão mostradas. Conheceremos os grupos mais vulneráveis, como os mais pobres ou as crinaças, que sofrem de forma diferente por serem marginalizados. Em outra, é explicado de forma bastante sutil que a igualdade não é alcançada simplesmente aplicando as mesmas normas e valores a todos, porque as necessidades uns dos outros podem ser diferentes.

Além disso, a série também nos ensina que ser alvo de ódio coletivo pode levar à intolerância e à radicalização, algo que exemplifica muito bem no personagem de Ogami. Ou que a marginalização e o desamparo são o terreno fértil para cair nas garras dos fanáticos religiosos. BNA mostra esses exemplos de racismo e discriminação, mas não se aprofunda muito neles, já que 12 episódios de apenas 20 minutos não dá para compor uma abordagem maior.

É o suficiente para despertar o desconforto de qualquer espectador perspicaz.

Nota: Bom (3 de 5 estrelas)

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