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Tower of God, um anime com potencial

Primeira temporada na Crunchyroll em análise

Nos últimos anos, os manhwa e webtoons em geral conseguiram fazer seu público e esperávamos que logo iriam surgir adaptações para anime destas obras. Não é a primeira vez que um quadrinho coreano é adaptado para anime, mas a entrada da Crunchyroll em cena nos fez sonhar com a possibilidade de que isso se torne um costume comum. Tower of God, pela fama que a precede, foi uma das favoritas para construir esse caminho.

Escrito e desenhado por Lee Jong-hui, também conhecido como SIU, Tower of God foi iniciado em 2010. A história começa com uma premissa relativamente simples, mas ainda assim consegue prender a atenção. Provavelmente porque cria um mundo imenso com uma operação muito complexa e bastante original. Além disso, embora muitas coisas tenham evoluído desde o início da obra, o que não mudou é sua aura de mistério, fruto da teimosia quase obsessiva do autor em revelar os mistérios da trama bem vagarosamente.

A história de Baam: a história de sua teimosia

Baam é um adolescente que acorda depois de muito tempo em uma caverna escura e fria. A única coisa que vê ao longe é a presença de uma jovem que o orienta a entender um pouco quem ele é e por que existe. No entanto, Rachel tem outros planos. Diz a lenda que as pessoas podem escalar uma torre divina e quem chega ao topo pode fazer qualquer desejo. Logo, os dois são teletransportados para a primeira prova. E é aí que começa a aventura dos nossos protagonistas.

Um bom shonen.

A série possui muitos estereótipos que poderiam ser facilmente classificados no gênero Shonen (gênero focado em lutas e poderes, voltado ao público infanto-juvenil masculino), uma vez que não inventa nada de novo. O protagonista que tem o sonho de proteger alguém enquanto se fortalece ao longo do caminho, a aventura de subir os andares até atingir a meta e o encontro com temíveis inimigos e seus companheiros de batalha que darão à série a fluidez necessária.

No entanto, esta série não é linear. Os testes que acontecem nos andares não são apenas de combate, mas também de exercícios de habilidade e trabalho em equipe que refletem que sozinho não poderia chegar ao topo, é preciso mais do que força bruta para alcançá-lo.

Com uma introdução bem básica, conhecemos a velha história de um menino em busca da garota que ama e que fará de tudo para estar ao seu lado. Algo que afastaria muitos, mas após os três primeiros episódios entendemos que Baam é a ponte que une cada um dos personagens secundários e a série acaba se tornando cada vez mais interessante, com arcos tão importantes e misteriosos quanto a história principal.

Personagens coadjuvantes trazem vida ao universo

Em termos de personagens, variam entre principais e secundários, como Agnes Khun Aguero, que é a estrategista; Rachel, a versão antagônica de Bam; as princesas Endorsi, Anaak e Hu Yuri; o Rei Jahad; Rak como o personagem selvagem, entre outros.

Esses personagens secundários são bem interessantes com sua própria personalidade, história de fundo e interações cômicas, mas talvez o maior erro foi que o personagem principal foi tomado como um personagem secundário tendo pouco desenvolvimento como personagem tornando-o um tanto insuportável, o mesmo aconteceu com Rachel minimizando sua importância na trama.

Animação e trilha sonora.

A animação não se destaca o suficiente para considerar o anime um grande trabalho de design, mas cumpre o objetivo de mantê-lo interessante já que os personagens são bem desenhados apesar das linhas irregulares e grossas. Por outro lado, a animação às vezes nos faz se sentir como se estivesse assistindo a uma série antiga dos anos 1990.

Os combates são curtos e fluidos, uma gama de personagens, variada e colorida, desde tartarugas gigantes, homens verdes semelhantes a aliens, humanos, raças que se parecem com homens, mas com mutações como chifres, caudas ou detalhes infinitos que os tornam um curioso conjunto.

Como uma adaptação do manhwa, a série cumpre sua missão de respeitar o estilo do webtoon, mas a trilha sonora não se destaca e pode passar despercebida o tempo todo, incluindo a abertura e o final. Não consegue brilhar como outras trilhas de animes do mesmo estilo.

Amor, companheirismo, fraternidade e amizade.

Lembrando Hunter X Hunter, pelos sentimentos abordados ao longo da trama. O vínculo que Baam está construindo com os personagens secundários é tão incrível que os motiva a realizar ações conjuntas e não cada um agir por conta própria. O carinho do protagonista por Rachel é lapidado a ponto de nos lembrar um pouco do nosso primeiro amor. Aquele que te cega completamente e te faz dar tudo por aquela pessoa.

Veredito

Tower of God é um Shonen que os fãs do gênero irão, sem dúvida, gostar. Tem um bom enredo que aos poucos vai evoluindo para se tornar dez histórias diferentes mas ligadas ao arco principal. Por enquanto, estaremos aguardando muito tempo, pois não há indícios de que haja planos para uma segunda temporada. Vamos aguardar….

Nota: Excelente – 4 de 5 estrelas

Tower of God, um anime com potencial
4 / 5 Crítico
Avaliação

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