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"Minha Fama de Mau" se limita ao artificialismo biográfico

Até que demorou bastante para um artista da importância de Erasmo Carlos ganhar sua cinebiografia, mas ela veio em forma de Minha Fama de Mau, dirigida por Lui Farias.

O filme acampa todo o surgimento da Jovem Guarda como pano de fundo da vida do próprio cantor acompanhando o surgimento e aperfeiçoamento de sua veia musical até como isso se materializou como comportamento, baseado em suas referências juvenis. Depois, vem a sombra do fenômeno e o que isso significou, principalmente para a cabeça de Erasmo (em atuação correta de Chay Suede).

"Minha Fama de Mau" se limita ao artificialismo biográfico | Críticas | Revista Ambrosia

Lui começa o filme com algum frescor pop, usando ilustração de histórias de HQs, mas a narrativa parece esquecer disso ao longo da trama. Apesar do recorte ser interessante sobretudo pelo movimento musical em si e até pela maneira previsível, mas sedutora, com que se desenha a linha dramática de ascensão e queda de ídolos, o longa padece de certo artificialismo muito reforçado pelo roteiro ilustrativo e episódico demais para um gênero que para funcionar bem precisa ressaltar mais a humanidade de seu indivíduo.

A relação dele com Roberto Carlos (Gabriel Leone) até ganha alguma espessura – diferente da tentativa de mimetizar todas as suas relações amorosas na figura de uma única personagem mal engendrada no todo. “Minha Fama de Mau” não vai além de um rascunho quando seu biografado carece mesmo é de uma representação. [rwp_box id=”0″]

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Publicado por Renan de Andrade

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