Centaurworld Season
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O Mundo dos Centauros – segunda temporada continua com a hilária e divertida aventura infantil

Estamos numa nova era de ouro na TV? A cada ano temos mais de 500 novas séries lançadas. Uma ampla produção que nos apresenta títulos dos mais diversos, ousados, estranhos, ruins, difíceis… Super-heróis presos dentro de I Love Lucy? Uma boneca animatrônica assustadora num jogo assassino? Na era do streaming, a estranheza está a apenas um clique de distância.

Mas nenhuma série é especificamente mais estranha do que O Mundo dos Centauros (Centaurworld). Criada por Megan Nicole Dong, a série da Netflix é uma amálgama de fantasia épica, piadas de pum, discursões sombrias sobre como superar traumas, catarse emocional profunda e,… música.

A série estreou em julho, e a segunda temporada saiu agora em  dezembro. O Mundo dos Centauros se passa em uma terra de fantasia, onde todos os seres que aparecem, de toupeiras a hipopótamos, são, centauros. É uma série voltada para crianças, mas também lida com um humor absurdo e temas sombrios que ressoarão como adultos. É a única série que veremos um antílope antropomorfizado tentando enfiar uma árvore inteira em um portal em seu estômago, depois se virar e ouvir duas estrelas da Broadway cantando um dueto de partir o coração sobre tristeza e perda.

Para fãs de praticamente qualquer gênero, o elenco de vozes tem vencedores do Tony (Renée Elise Goldsberry, Jessie Mueller), comediantes (Paul F. Tompkins, Maria Bamford), estrelas pop (Santigold, Jamie Cullum), sitcons (Josh Radnor, Tony Hale), Dong sabia que estava algo que seria uma experiência divertida, e também quase impossível de descrever.

Como já tratamos em nossa análise da primeira temporada, vamos fazer um breve resumo: a série se centra em Égua (Kimiko Glenn), uma personagem equina que só conheceu uma vida de gueraa ao lado de seu amado Cavaleiro (Mueller).  Mas, após cair num penhasco, acorda no Mundo dos Centauros. Desesperada para voltar para seu mundo, ela forma uma aliança com um bando alegre de centauros que cantam e dançam: Lindaura (Megan Hilty); Zé Luís (Parvesh Cheena); Pescoço (Radnor); Tiko (Chris Diamantopoulos) e Gazelda (Dong). E uma jornada através daquele mundo colorido se inicia, visitando uma série de xamãs cada vez mais estranhos para coletar peças de um item mágico que, quando montado, abrirá um portal entre os mundos.,

Conceitualmente bizarro, mas divertido

O interessante é que Dong quando estudante entrou no coral da escola, e por sua timidez foi um momento que a levou ao lado artístico. Anos mais tarde, chegou a DreamWorks (Como Treinar o Seu Dragão 2) e ganhou a Netflix Animation deu a Dong a oportunidade de lançar sua própria série. E enquanto ela estava fazendo um brainstorming, sua mente voltou para aquela adolescente nervosa que primeiro se apaixonou pelo teatro musical.

Ao conceituar Égua, Dong diz que “queria contar a história de um personagem que pensava que deveria ser mais sério, e que acabou nesse outrp mundo, cantando, dançando. E no final, aquele lugar e os personagens que ela encontra lá a transformam.” Além de criar, escrever, dirigir e atuar no Mundo dos Centauros, Dong também é a produtora executiva. Toby Chu ( Bao da Pixar ) é o compositor da série e a autora também escreve uma grande parte das músicas – o que não é fácil, considerando que há pelo menos três por episódio e com vários tons e assuntos.

A segunda temporada

Após o final intenso da primeira temporada (sem spoilers), a segunda temporada traz Égua e o resto da trupe viajando pelo Mundo dos Centauros para recrutar um exército para lutar contra o sinistro Rei de Lugar Nenhum (Brian Stokes Mitchell) – com resultados hilariantes.

Aqui nossa protagonista se afasta mais de seu lugar comum, e os demais personagens ganham mais destaque. Égua reconhece suas próprias limitações e aprende a abrir mão de algum controle e confiar em seus amigos e família. Algo difícil para alguém como ela, nascida como guerreira, é emocionante vê-la sendo empurrada ainda mais para fora de sua zona de conforto, e também ver alguns dos outros personagens entrarem em sua própria zona.

Para que as coisas não fiquem muito sérias, a segunda temporada também apresenta, coisas como Pescoço adotando um capanga crocodilo do mal como seu “filho”; Gazelda fazendo uma mensagem certeira de Elizabeth Holmes; e a chegada de um cavalo de guerra homicida com um nome sugestivo.

Em outras palavras, O Mundo dos Centauros permanece maravilhosamente inclassificável. É uma animação sui generis que surgiu de uma mente singular. E com uma boa e velha narrativa que se concentra nas relações dos personagens e uma jornada emocional que flui em meio às ideias  e temas díspares.

Nota: Ótimo – 3.5 de 5 estrelas

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