O que falar desse? Vou precisar de dedos pra tocar nesse assunto. Super Dev Quest é da Magnific Studios, estúdio brasileiro fundado em 2020 por Gleidson Rocha, que já tem uma boa lista de joguinhos de plataforma e arcade no currículo. Saiu primeiro no Xbox e no PC, em julho, e chegou ao Switch em 24 de setembro de 2026, publicado aqui pela Brainium Games.
A premissa brinca com a metalinguagem: um jovem desenvolvedor é sugado para dentro de um dos próprios jogos e precisa sobreviver a ele. Na prática, é plataforma 2D clássico, com 30 fases de pular na cabeça dos inimigos, juntar moedas pra abrir o portal seguinte e dominar o pulo e o deslize na parede.
Acho que esse estilo já tá muito saturado. E aqui vai com todo o cuidado, porque sei o quanto fazer jogo no Brasil é suado: pode ser só impressão minha, mas o visual, a trilha e a sonoplastia me lembraram aqueles pacotes de recursos prontos que muito estúdio pequeno usa, o que não tem nada de errado. Dá pra ver que o capricho foi pra programação, e é ela que segura o jogo, porque ele não peca onde é mais crítico. Só é, infelizmente, mais do mesmo.
Repercussão quase não teve, o que é comum pra jogo desse porte. O canadense G Pour Geek jogou no Switch 2 e deu 7 de 10: elogiou o controle preciso e responsivo e a variedade dos mundos coloridos, mas lembrou que dá pra fechar tudo em uns 45 minutos e que o jogo não inventa nada no gênero.
Super Dev Quest é pra quem gosta de plataforma 2D direto ao ponto e não se importa de rever o que já viu muitas vezes. Pelo menos é barato: US$ 6,99 na eShop americana. E fica a torcida pra que o próximo do estúdio tenha mais a cara dele, porque mão pra fazer um plataforma redondo já mostrou que tem.




















