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“A Última Floresta” – após ganhar prêmio em Berlim, diretor se pronuncia sobre genocídio indígena

Produção venceu o prêmio do público na mostra Panorama do festival alemão

O filme brasileiro “A Última Floresta” venceu o prêmio do público na mostra Panorama no 71º Festival de Berlim. Dirigido por Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane e Buriti Filmes, o longa foi o único representante brasileiro nessa mostra que contou com 16 produções.

Bolognesi, que também assina o roteiro do filme ao lado do xamã e líder político Yanomami Davi Kopenawa, expôs sua opinião sobre o lamentável momento por que passam povos indígenas.

“Esse prêmio é muito importante não só para nós que fizemos o filme, mas para o cinema brasileiro – que fez aniversário nesse dia 19, – e sobretudo para a imagem dos povos indígenas, dos povos Yanomami, que estão sob ataque nesse momento, lutando contra uma invasão de mais de 20 mil garimpeiros ao seu território. É fundamental que a imagem do filme rode os países e o planeta para que a gente possa fazer pressão para a retirada desses invasores ilegais tanto das terras dos Yanomamis como das terras dos Munduruku. Esse prêmio significa que o mundo está de olho e eu espero que o governo brasileiro cumpra a constituição e retire esses invasores da terra legalmente constituída e de direito dos Yanomami. É urgente que a gente pare o genocídio indígena imediatamente”, disse o diretor, de Berlim, onde foi acompanhar as sessões presenciais do filme na edição Summer Special (em março, a primeira fase do festival foi online).

Luiz Bolognesi dirigiu “Ex-Pajé”, outro longa de temática indigenista, que também foi premiado em Berlim, com o prêmio especial do Júri Oficial de Documentários da Mostra Panorama.

A Última Floresta” retrata o cotidiano de um grupo Yanomami isolado, que vive em um território ao norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. O xamã Davi Kopenawa Yanomami busca proteger as tradições de sua comunidade e contá-las para o homem branco que, segundo ele, nunca os viu, nem os ouviu.

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