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Ame ou odeie Taylor Swift em Miss Americana

Miss Americana é o nome do documentário original da Netflix que apresenta a história de vida da artista Taylor Swift, atualmente uma das maiores figuras da música pop em todo mundo. No documentário imagens capturadas de vídeos caseiros, celulares, filmagens de eventos, entrevistas e aparições na televisão são apresentados ao lado de momentos intimistas capturados pela equipe da cineasta Lana Wilson, escolhida a dedo pela própria Taylor Swift ao fechar seu contrato com a Netflix.

Transitando pela carreira de Swift, que começou bastante cedo como compositora de música country, o documentário mostra uma pessoa extremamente determinada em busca do sucesso através de sua arte. Fica indiscutível que Taylor Swift aliou seu enorme talento musical com uma postura de costumes extremamente rígida para alçar ao estrelato. Neste sentido Miss Americana é bastante enriquecedor e deixa claro os motivos de Swift despertar tantas paixões.

É interessante também a maneira como Miss Americana apresenta o fatídico episódio em que Kanye West apavora a cantora ao contestar Swift ter vencido o MTV Music Awards. Independente do quão ridículo é um rapper se importar tanto com quem vence um prêmio de um clipe numa emissora de televisão, e ainda por cima confrontar uma adolescente que não tem nenhuma relação com a organização, neste momento transparece a séria doença que vive a indústria de entretenimento e também da música como indústria.

Na segunda parte de Miss Americana o documentário aborda a transformação de Taylor Swift para a esfera política. Com bastante delicadeza a cantora é capturada em diferentes momentos de sua rotina para apresentar seus ideias, enquanto o filme recorda suas experiências e motivações que a trouxeram para seu momento atual.

Por mais legal que seja a maior estrela pop do mundo estar engajada questões realmente fundamentais para nosso tempo, ao mesmo tempo o documentário e a cineasta Lana Wilson parecem determinados a transformar Miss Americana numa peça de marketing para a carreira de Taylor Swift.

Este não é um problema exclusivo de Miss Americana, pelo contrário, cada vez mais os ‘documentários’ biográficos estão sob controle dos artistas ou de empresários e da família, transformando-se em peças de publicitárias sem nenhum pudor.

Miss Americana se esforça para no final criar uma nova imagem em que Taylor Swift se apresenta ‘noutro patamar’, mas fazendo isto deixa sérias dúvidas da sua própria autenticidade e claro, da cantora, para amar ou odiar.

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