"Ameaça Profunda" aposta sem nenhuma cerimônia em um tema requentado | Filmes | Revista Ambrosia
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“Ameaça Profunda” aposta sem nenhuma cerimônia em um tema requentado

“Ameaça Profunda” parte de uma premissa com que certamente você já se deparou várias vezes: grupo de pesquisadores se encontra num ambiente hostil e descobrem a presença de uma criatura mortal. Familiar, não? A verdade é que depois de “Alien: O Oitavo Passageiro”, esse mote se tornou um filão e até hoje, passados quarenta anos, é requentado por algum estúdio objetivando lucro fácil, com diretor sem repertório no comando. A ambientação pode variar. Espaço sideral, profundezas da Terra ou do mar. Coloca-se um nome de alta popularidade à frente do elenco – no caso aqui Kristen Stewart – e outro com certo prestígio (Vincent Cassel) e a receita está completa.

Assim, sem cerimônia nenhuma, temos mais uma variante desse sub-gênero da ficção científica. Uma equipe de pesquisadores subaquáticos trabalha para garantir a segurança após um terremoto de causa desconhecida devastar seu laboratório subterrâneo. Mas a tripulação tem mais do que as profundezas do oceano a temer.

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Como adorno para a produção pedestre estão enquadramentos e uma fotografia que remetem ao clássico de Ridley Scott de 1979. Mas a falta de inventividade disfarçada de homenagem é desmascarada nos primeiros minutos de filme. Se ao menos se assumisse como trash teria mais dignidade. No entanto “Ameaça Profunda” comete o equívoco de acreditar que pode ser levado a sério.

A falta de originalidade poderia ser compensada com engenhosidade no desenvolvimento e personagens cativantes. Todavia o que temos é (muita) previsibilidade e protagonistas que não geram nenhuma empatia. E parece que essa não foi mesmo a intenção primordial dos roteiristas Brian Duffield e Adam Cozad. O primeiro tem no currículo “Insurgente”, da série “Divergente”, o segundo “cometeu” “A Lenda de Tarzan”. Em seu terceiro trabalho como diretor, William Eubank atua no piloto automático, seguindo a receita de bolo desse tipo de produção, sempre abusando de recursos óbvios como o balançar da câmera e  jump scares.

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Se há alguma glória salvadora em “Ameaça Profunda” talvez seja o design de produção, sobretudo nos trajes especiais subaquáticos e o visual da ameaça em questão. Após tantas repetições desse enredo, é dificílimo criar algo que cause algum impacto. Mas fica por aí. No fim das contas, apenas um produto genérico com um certo pedigree.

Cotação: Regular (2 estrelas de 5)

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