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“Anjos da Lei” é bizarramente divertido

O humor é alvo de muito preconceito no cinema. Em parte por culpa do mal uso de gênero, em parte em justificativa da má vontade da intelligentsia da crítica em avaliar isso. Anjos da Lei é uma grande besteira que não se leva a sério, mas sabe gozar com propriedade da piada que quer soltar, ou seja, torna o espectador cúmplice da gargalhada. Talvez isso que faça falta ao gênero em muitos filmes do gênero.

Anjos da Lei é baseado na série de TV homônima, que foi exibida no fim dos ano 1980 e lançou a carreira do astro Johnny Depp. O filme se debruça sobre os anacronismos da série original, mas de forma divertida e bem sacada (a percepção do que é o popular hoje em dia nas High Schools americanas, é um barato!), e o roteiro – mesmo não trazendo nada de novo – sabe se utilizar disso a favor da diversão da trama. Os diretores Chris Miller Phil Lord, que vieram da animação, souberam cristalizar a agilidade dessa técnica para o frescor do live-action, o que explica como consegue alinhar bem o humor, as cenas de ação e o nonsense.

Channing Tatum e, principalmente, Jonah Hill (que vem de uma indicação ao Oscar por O Homem que Mudou o Jogo) fazem bem o exercício de casa, com Hill brilhando na composição hilária de seu nerd atrapalhado. Enfim, trata-se de um filme que você esquecerá no segundo seguinte que sair do cinema, mas que enquanto tiver nele, dará boas e bizarras gargalhadas. Comédia pura e simples, entretanto, uma comédia até que convidativa.

[xrr rating=3.5/5]

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