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“Army of the Dead” – apocalipse zumbi a la Snyder diverte mas não inova

Dois meses após ser aclamado por sua versão do diretor de Liga da Justiça, Zack Snyder está de volta aos holofotes. Dessa vez sem os semideuses da DC, que marcaram de forma indelével sua carreira de cineasta. Snyder volta a uma seara que conhece muito bem, pois foi a partir dela que ele foi catapultado para a fama. “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” é o retorno do diretor ao filmes de zumbi, 17 anos depois do remake de “Madrugada dos Mortos”, sua estreia no cinema.

Após um acidente, Las Vegas se transforma em um apocalipse zumbi. Após a região ser isolada com uma explosão nuclear programada para extinguir a área, um grupo de mercenários é contratado para se aventurar na zona de quarentena e realizar um assalto espetacular. Mas tempo da equipe está contado já que o lançamento dos mísseis é iminente.

A produção da Netflix é de fato um apocalipse zumbi a la Zack Snyder. Estão ali a indefectível câmera lenta, uma formação de equipe (como “Liga da Justiça” e “300”), e a longa duração. Pode ser um deleite para os fãs que ainda estão sob o êxtase da Snyder Cut. No entanto para os fãs do gênero terror, mais especificamente filmes de zumbi, é apenas um mais do mesmo.

A trama consiste no usual atira em zumbi, corre de zumbi, esmaga miolos de zumbi, ver um companheiro comido por zumbis, e de quebra um drama familiar para gerar empatia. A grife Zack Snyder não trouxe nada além disso, para decepção dos fãs do cineasta.

O elenco é encabeçado por Dave Bautista, o Drax de “Guardiões da Galáxia”, que compõe seu personagem sustentado por seu carisma. A dinâmica entre a equipe na maior parte do tempo funciona, apesar de se apoiar em arquétipos que resvalam no clichê.

Vale observar a engenhosidade do design de produção que cria uma versão pós-apocalíptica da cidade do pecado e como o interior dos seus hotéis cassino pode se converter em um ambiente inóspito, mesmo mantendo sua configuração quase intacta.

A trilha sonora é outro ponto favorável do longa, de Elvis Presley (afinal de contas é Las Vegas) a The Cranberries (‘Zombie’, claro). A sequência dos créditos iniciais contextualizando a trama, ao som de ‘Viva Las Vegas’ com Richard Cheese e Allison Crowe é a melhor do filme – e foi disponibilizada no YouTube na última semana. Ou seja, a Netflix entregou o melhor da trama antecipadamente (talvez de forma consciente).

“Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” é, na maior parte do tempo, divertido apesar de pecar pelo excesso de duração e pela falta de inventividade. No entanto, não pode ser considerado um desastre do gênero, como alguns apontaram. A forma correta de se encarar o filme é como aquelas produções dos anos 80 (sem dúvidas a grande influência) que reciclavam o terror dentro de um invólucro pop, para um consumo instantâneo. Mas por trás da suposta despretensão fica nítida uma ambição e mais claro ainda que Snyder ficou dividido entre uma e outra e concluiu o trabalho sem saber a resposta exata.

Nota: Bom – 3 de 5 estrelas

“Army of the Dead” – apocalipse zumbi a la Snyder diverte mas não inova
3 / 5 Crítico
Avaliação

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