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‘Battleship – A Batalha dos Mares’: Muito barulho por pouca coisa

Depois do grande sucesso mundial que se tornou a franquia “Transformers”, comandada pelo diretor megalomaníaco Michael Bay, começaram a surgir em Hollywood projetos que adaptavam bonecos e jogos da empresa japonesa Hasbro, de onde vieram Optimus Prime, Megaton e cia. Primeiro surgiu “G.I. Joe – A Origem de Cobra”, que conseguiu um sucesso razoável e já tem uma segunda parte a caminho dos cinemas. Agora, chegou a versão para a telona do “Batalha Naval“, muito popular entre as crianças no passado.

Batizado de “Battleship – A Batalha dos Mares” (Battleship, 2012), o filme adapta o jogo de maneira mais frenética, para agradar ao público jovem, fãs de vídeo games, ação desenfreada e muito, muito barulho, graças aos efeitos sonoros constantes e intensos durante boa parte da produção. A história começa explicando que a Nasa, há mais de cinco anos, envia mensagens para uma outra galáxia, através de um super transmissor que está instalado no Havaí.

Logo em seguida, o público é apresentado ao protagonista, Alex Hooper (vivido por Taylor Kitsch, de “X-Men Origens: Wolverine” e do fracasso “John Carter – Entre Dois Mundos”), um jovem desajustado que acaba virando oficial da Marinha graças ao irmão Stone (Alexander Skarsgård, de “Melancolia” e da série de TV “True Blood”). Debochado e metido a esperto, Alex namora a bela fisioterapeuta Sam Shane (Brooklyn Decker, de “Esposa de Mentirinha”), filha do almirante Shane (Liam Neeson, de “A Perseguição” e “Busca Implacável) e espera se dar bem com o futuro “sogro”.

Acontece que, durante um evento que reúne militares da Marinha americana e japonesa no Havaí, estranhos seres vindos da tal galáxia distante caem justamente naquela região. Com naves gigantescas e poderosas, os alienígenas fazem aquela velha linha de “destruir primeiro e sem fazer prisioneiros”. Os invasores destroem vários navios e porta-aviões e sobra para Alex e sua tripulação, incluindo a terceiro-sargento Cora Raikes (a cantora, e agora atriz, Rihanna), tentar impedir que os ETs malvados consigam vencer a batalha e conquistar o mundo.

Com um roteiro nada complexo e cheio de clichês, o diretor Peter Berg (do decepcionante “Hancock” e “O Reino”) se preocupa mais em mostrar que sabe como fazer cenas de ação com muitos efeitos especiais (aliás, mais um bom trabalho da Industrial Light & Magic) do que fazer algo mais interessante com a trama que tinha nas mãos. Além disso, parece que ele se inspirou um pouco em Michael Bay, para fazer algumas cenas em câmera lenta de forma desnecessária. Mas, pelo menos, dá para entender na tela o que está acontecendo durante os combates.

O elenco não está nada inspirado. Taylor Kitsch faz o que sempre fez na maioria de seus papéis, tentando mostrar que é um rebelde com causa (o problema é saber qual é a causa). Alexander Skarsgård está péssimo e, com certeza, é um dos piores atores do filme, e Liam Neeson está no piloto automático e é desperdiçado, aparecendo pouco. Já Rihanna, se não tem uma grande performance, pelo menos não compromete em seu primeiro grande papel no cinema. Uma curiosidade é Gregory D. Gadson, coronel do Exército americano, que perdeu as pernas no Iraque e estreia como ator como um militar que está tentando se adaptar às suas próteses e acaba tendo que encarar os alienígenas.

Enfim, “Battleship: A Batalha dos Mares” serve como mero passatempo, se você não tiver nada melhor para ver no cinema. Mas não espere lembrar de muita coisa quando o filme acaba, porque muitas situações já foram vistas antes em outras produções. Não é possível não ter a sensação de Déja vu ao assistir as batalhas contra as naves e não lembrar de “Transformers”, por exemplo. Além disso, o filme também serve como uma grande propaganda da Marinha dos EUA, coisa que os americanos adoram. O que deve ficar na memória, com certeza, é o barulho dos tiros e explosões causados pelos militares e os alienígenas. Nada mais que isso.

Ah, sim. Há uma cena extra depois dos créditos, bem interessante.

[xrr rating=2.5/5]

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