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“Branca de Neve e o Caçador” acaba convencendo por ser ordinariamente lindo

Entrando na onda de refilmagens de clássicos da literatura, principalmente infantil e fabular de conhecimento mundial, Branca de Neve e o Caçador vem fazendo bonito nas bilheterias ao propor um verniz mais dark e estilístico da famosa história imortalizada (com muito romantismo) pela Disney.

A trama mostra a jovem princesa Branca de Neve (Kristen Stewart) que teve seu reino tomado pela cruel Rainha Ravenna (Charlize Theron, deslumbrante), uma bruxa com poderes sagazes que seduziu e matou o Rei (Noah Huntley). Aprisionada por anos, Branca de Neve escapa das garras da rainha, que deseja consumir seu coração para alcançar a imortalidade e juventude eterna. Ravenna então envia um ordinário Caçador (Chris Hemsworth) para trazê-la de volta, mas este acaba se voltando contra a monarca após conhecer sua presa, o que coloca os dois na mira da vilã.

O roteiro escrito a seis mãos pelo estreante Evan Daugherty, John Lee Hancock (Um Sonho Possível) e Hossein Amini (Drive) é dislexo ao amarrar uma proposta de subversão da história original. Ao mesmo tempo em que evoca um crescente dramático sobre a tensa relação de poder da rainha e revanchismo de Branca, acaba sendo eclipsado demais pelo estilismo extravagante (ainda que muito bonito) da direção estreante Rupert Sanders.

Desnecessariamente longo, a superprodução não sustenta sempre sua pretensão – ficam claros alguns hiatos sendo preenchidos pela plástica visual – mas inegável que a boa escalação (mesmo sendo estranho um mundo em que Charlize busca a beleza de Stewart), o desempenho dos anões e a urgência que a narrativa vai ganhando no seu decorrer, fazem com o filme pareça bem melhor do que ele é de verdade. Mas conto de fadas é isso: um placebo envolvente para que nem pensamos no seu juízo de valor.

[xrr rating=3/5]

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Ativista

Publicado por Renan de Andrade

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