Com problemas de ritmo, Se a Rua Beale Falasse tinha potencial para ir além –
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Com problemas de ritmo, Se a Rua Beale Falasse tinha potencial para ir além

Barry Jenkins, premiado diretor de Moonlight, retorna às telas com mais um filme de história tocante, Se a Rua Beale Falasse, que conta a história de amor de um jovem casal negro, que tem suas vidas mudadas após Fonny (Stephan James) ser acusado de estupro por uma mulher branca, e que é corroborado por um policial. Enquanto isso sua esposa Tish (Kiki Layne) descobre que está gravida e tenta ajudar o noivo a sair da cadeia.

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Apesar de ser muito bem dirigido, com bonitas cenas, planos bem executados e uma boa fotografia, o longa sofre com o problema de ritmo. A história parece que não sai do lugar durante quase metade da sua exibição, sofrendo principalmente de aliteração de cenas, como a que a protagonista tem uma fala que sobre toda uma situação, e logo depois vem uma longa sequência que nada mais é do que a repetição do que havia sido dito anteriormente, sem objetivo algum. Em outro momento, um amigo do casal faz um longo discurso sobre como a cadeia é um local ruim e que muda as pessoas. Embora tenha uma função, isso poderia ser tranquilamente dito pelo próprio Fonny em uma conversa enquanto está na cadeia. A grande questão é que o filme parece que fica o tempo todo com um freio de mão.

Além disso, existe um desperdício de personagens. Logo no início, quando Tish conta sobre a sua gravidez, não apenas para a sua família mas para a de seu noivo também, somos apresentados a uma sogra extremamente religiosa que não se conforma com a gravidez antes do casamento, junto com suas duas filhas esnobes. Essa boa construção é totalmente ignorada pelo resto da trama e nunca mais são sequer mencionados. No entanto, essas personagens poderiam trazer um vigor e um bom conflito para a história.

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O único momento em que a coisa parece andar é o que Regina King aparece, no papel da mãe de Tish, que querendo ajudar a solucionar o caso, vai atrás da mulher que acusa o genro e tem a grande atuação do filme em uma cena tocante e angustiante. Se a Rua Beale Falasse tem seus altos e baixos, que poderiam ter um melhor desenvolvimento se desse continuação ao arco dramático de alguns personagens. Isso poderia dar mais agilidade e tornar a produção ainda mais interessante.

Com problemas de ritmo, Se a Rua Beale Falasse tinha potencial para ir além
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alexandre Giuberti David

Publicado por alexandre Giuberti David

Professor de História, cinéfilo e torcedor do America-RJ