Criador de James Bond não aprovou Sean Connery: “Um brutamontes”

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Ian Fleming não aprovou Sean Connery para interpretar o seu personagem mais famoso, James Bond, quando o conheceu durante a pré-produção de 007 Contra o Satânico Dr. No.

A reação do autor ao seu primeiro encontro com Connery foi revelada em um novo livro biográfico.

Quando chegou a hora de escolher o protagonista para o primeiro filme da franquia, Dr. No, Fleming já havia escrito quase dez romances com o agente 007 e estava profundamente ligado à sua criação. Ele tinha uma ideia clara de quem deveria ser o homem por trás do espião britânico.

Inicialmente, David Niven era a escolha de Fleming para interpretar Bond. Niven já tinha quase 20 anos de carreira como ator e possuía a aparência e o estilo que o autor buscava. No entanto, Niven recusou o papel, alegando que estava velho demais para encarnar o carismático espião. Curiosamente, Niven acabou interpretando Bond em um único filme: Casino Royale (1967).

Quanto a Sean Connery, Fleming não o considerava uma escolha ideal como Niven. Em um especial sobre James Bond para The South Bank Show, lançado em 2008, Connery revelou os sentimentos não tão amigáveis de Fleming em relação a ele como o agente secreto. Segundo o ator, Fleming teria dito que ele era um “dublê de ação superdesenvolvido” (tradução livre) e não estava totalmente satisfeito com a escolha. Vale ressaltar que Fleming nunca expressou essas opiniões diretamente a Connery.

Felizmente, a antipatia inicial de Fleming por Connery não durou muito. O ator já estava contratado para o papel e as filmagens estavam em andamento quando autor e intérprete finalmente se encontraram…

Após a impressionante atuação de Connery em Dr. No, Fleming se tornou fã do ator e até incluiu detalhes em seus futuros romances de James Bond que faziam referência a Connery, como atribuir ao agente secreto uma herança escocesa.

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