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Dentro de sua simplicidade, “A Condenação” é um grande filme

Fatos reais, geralmente, rendem filmes bons. Pelo menos corretos. Se neste ano já tivemos o intenso Entre Segredos e Mentiras, A Condenação se firma como mais uma estreia assertiva da “categoria”.

Kenneth Waters (Sam Rockwell) foi condenado injustamente pelo brutal assassinato de Katharina Brow, na pequena cidade de Ayer, Massashussetes, em 1980. Carismático, mas de temperamento explosivo, Kenneth era o “suspeito usual” – vizinho da vítima com uma ficha criminal – na hora errada e no lugar errado. Além disso, ganhou a antipatia da policial Nancy Taylor (Melissa Leo), que não mediu esforços para condená-lo. Dois anos depois do crime, foi sentenciado à prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional, graças principalmente aos falsos testemunhos de duas ex-namoradas. A esperança está nas mãos de Betty Anne Waters (Hilary Swank), irmã de Kenneth, que sacrifica sua vida pessoal para provar a inocência do irmão; e para isso volta a estudar até conseguir entrar numa universidade para formar-se em direito e defendê-lo.

O diretor Tony Goldwyn não faz invencionices e sedimenta sua trama com correção, ainda que resvale num flashback ou outro para justificar o presente e os impulsos de seus protagonistas. Essa normalidade com que encara a força de sua história é uma opção válida, uma vez que o impulso principal da trama já é forte demais para estilismos estéticos. Sam é o motor do filme. Sua composição é brilhante e merecia uma indicação ao Oscar. Hilary dispensa maiores comentários. É notável a sua capacidade de fazer muito com tão pouco. E não podemos deixar de citar Melissa que também não dá ponto sem nó.

O bacana do filme é a capacidade que ele tem de nos envolver. A história real (impressionante, diga-se de passagem) já é muito boa, mas sua versão cinematográfica simples, só potencializa seus efeitos que encontram todo o sentido no título original: Conviction… Acaba sendo uma lição de vida.

[xrr rating=4/5]

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