Filmes

Diretor brasileiro estreia com o pé esquerdo em Hollywood com “12 Horas”

Foto: Divulgação

Heitor Dhalia conseguiu o respeito da crítica brasileira com os filmes “Nina”, com Guta Stresser, e “O Cheiro do Ralo”, estrelado por Selton Mello. Mas seu nome ficou mais conhecido no mundo cinematográfico após dirigir o belo e delicado “À Deriva”, com Vincent Cassel e Débora Bloch, e ainda revelou a boa jovem atriz Laura Neiva. Logo em seguida, ele resolveu fazer a mesma coisa que seu colega Walter Salles fez após o sucesso de “Central do Brasil”: dirigir um filme de suspense em Hollywood. Mas, assim como Salles, que realizou “Água Negra” com Jennifer Connelly, Dhalia acabou fazendo um trabalho decepcionante em “12 Horas” (“Gone”).

A produção conta a história da jovem Jill (Amanda Seyfried, de “Mamma Mia!” e “A Garota da Capa Vermelha”), que tenta retomar a vida após ter sido sequestrada por um psicopata e escapado sozinha de seu cativeiro. Mas um dia, sua irmã desaparece e ela tem certeza de que o criminoso voltou. Ela tenta pedir ajuda à polícia de Portland (onde a história acontece), mas quase ninguém acredita nela, porque os policiais acham que Jill está inventando coisas, já que seu rapto nunca foi bem esclarecido. A moça, então, resolve agir por conta própria e, no caminho, acaba desrespeitando a lei para encontrar a irmã e provar que está dizendo a verdade.

Foto: Divulgação

Um dos graves problemas de “12 Horas” está no roteiro, escrito por Allison Burnett. Algumas solções encontradas para que Jill não seja presa pela polícia durante a sua busca pelo sequestrador são inverossímeis demais. Além disso, ela consegue levar todo mundo na conversa e obtendo tudo o que quer por onde passa. Alguns clichês de filmes de suspense não faltam, como o gato que pula atrás de uma porta para assustar a mocinha, assim como o personagem do policial novato e bonzinho que parece ser o único a acreditar em Jill, vivido por Wes Bentley (“Beleza Americana”, “Jogos Vorazes”). Mas tudo é mostrado sem nenhuma novidade e, quem já conhece bem tramas como essa, vai descobrir se o que aconteceu com a moça foi verdade ou não lá pela metade do filme.

Foto: Divulgação

A direção de Dhalia também decepciona porque não dá um grande clima de suspense. Os fatos vão acontecendo na tela e o espectador não consegue sentir medo ou se preocupar com a situação dos personagens em momento algum. O elenco também não tem grandes interpretações. O que mais chama a atenção mesmo é a beleza e o carisma de Amanda Seyfried que, embora não atue bem, marca presença especialmente pelos seus belos olhos. A estreia de Heitor Dhalia em Hollywood poderia ser bem melhor.

[xrr rating=1/5]

Deixe um comentário

Sugeridos
CríticasFilmes

Nosso Segredo: A Materialização do Luto e a Casa-Quilombo de Grace Passô

Duas décadas após transformar o teatro brasileiro com a peça Amores Surdos,...

CríticasFilmes

‘Coyote vs. Acme’ é sagaz na proposta e no desenvolvimento

Longa resgata a nostalgia dos desenhos clássicos em uma sátira inteligente que...

AstrosFilmesListasMúsica

Dolly Parton e Suas Parcerias Mais Inusitadas

De duetos com os Beatles e Sylvester Stallone a participações em comédias...

CríticasFilmesLançamentos

Champagne (2026): uma inesquecível viagem de pai e filho

Ali pela metade do filme holandês “Champagne”, Hans está conversando com um...

FilmesNotícias

Frozen 3 e 4: Tudo o que a Disney revelou sobre o Destino de Elsa e Anna na D23

Josh Gad classificou o terceiro longa como o mais divertido da franquia...

FilmesNotíciasTrailersVideos

Vingadores: Doutor Destino — Tudo o Que a Prévia Revela Sobre o Colapso do Multiverso

O trailer de Vingadores: Doutor Destino (Avengers: Doomsday), apresentado na D23 Expo,...

CríticasFilmes

O Fim da Rua e o ensaio sobre a finitude

O Fim da Rua, produção assinada por J.J. Abrams e sua produtora...

FilmesNotícias

Ancine processa produtora de cinebiografia de Bolsonaro por gravações irregulares no Brasil

A agência abriu processo administrativo contra a norte-americana Go Up Entertainment por...