Há alguns anos, íamos a uma locadora de VHS e alugávamos filmes baseados apenas na arte da capa e na sinopse na parte de trás da caixa. E era assim que vários filmes independentes de baixo orçamento ficavam conhecidos. Entretanto, algumas surpresas desagradáveis, com obras espalhafatosas de todos os tipos. Os streamings e outros canais de compartilhamento de filmes trazem um pouco dessa época e foi assim que chegamos a Dragon: The Weapon of God.

Um adolescente com superpoderes lidera um grupo clandestino formado para derrubar o establishment depois que o prefeito de Nova York intensifica a brutalidade policial contra os negros e pede um expurgo em toda a cidade.
Análise
Então, temos um filme de super-herói com uma história que aborda questões relevantes. Pena que está tudo embrulhado em um dos filmes mais ineptos já produzidos. O roteirista, diretor, produtor Alexander Bok tinha ideia de trazer o clima racial atual sob o disfarce de um filme de super-herói. Entretanto, mesmo ele querendo colocar sua experiência, sua opinião, na tela para criar um filme que agrada a um público mais amplo, não consegue compor essa ideia.

E um dos principais erros está na duração do filme, que ficou muito, muito, muito longo; parecendo mais um preenchimento do que uma história real. Ao nosso ver, um filme de super-herói de baixo orçamento não precisa durar quase tanto quanto uma produção da Marvel!

Outra questão importante são as atuações no filme: é muito amador. O que diminui a mensagem que Bok estava tentando entregar. Na verdade, é difícil determinar se algumas situações são intencionais ou o resultado de más atuações!
Por exemplo, o vilão de Sean Ian, o prefeito com sua aparência e comportamento de um grande racista, um intolerante e todas as outras palavras e comportamentos cultural e racialmente insensíveis que você possa imaginar. Mas o exagero faz ficar muito mais ridículo do que esperávamos.

Uma visão carregada de um super-herói como Punho de Ferro (o personagem principal de Bok possui até uma enorme tatuagem de dragão no estilo Punho de Ferro nas costas e poderes semelhantes) Dragon: The Weapon of God tem boas intenções, mas a execução deixa tudo para baixo, tornando-o um novo candidato ao pior filme já feito. O que se salva é a trilha sonora. E só.
Nota: Péssimo – 1 de 5 estrelas








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