O conflito entre Israel e Palestina foram pauta presente na cerimônia do Oscar 2024 no último domingo (10). Antes do início da entrega dos prêmios, manifestantes fecharam ruas próximas ao Dolby Theater, pedindo por um cessar-fogo imediato e permanente no confronto. No tapete vermelho, diversos artistas, incluindo Billie Eilish (cantora da música-tema de “Barbie”), Mark Ruffalo (“Pobre Criaturas”), Ramy Youssef (“Pobres Criaturas”), Eugene Lee Yang (diretor da animação indicada “Nimona”) e outros ostentaram broches vermelhos. O acessório faz parte do Artists4Ceasefire, movimento liderado por um grupo de artistas que pedem ao presidente dos Estados Unidos que cesse o apoio a Israel em seus ataques contra o povo palestino na Faixa de Gaza. Os protestos no entorno do teatro acabaram por atrasar a cerimônia em alguns minutos.

“Pedimos um cessar-fogo imediato e permanente em Gaza. Pedimos paz e justiça duradoura para o povo da Palestina. É uma mensagem universal de: Vamos parar de matar crianças. Não vamos fazer parte de mais guerra… Muitas pessoas usarão esses broches esta noite. Há muitos falantes nas notícias, este é um espaço de corações falantes. Estamos tentando transmitir isso para a humanidade”, disse Youssef à Variety.
O diretor Jonathan Glazer, do drama de Holocausto, Zona de Interesse, também emprestou sua voz à causa, ao receber o Oscar de Melhor Filme Internacional. “Todas as nossas escolhas são feitas para refletir e confrontar-nos no presente – não para dizer, ‘Veja o que eles fizeram então’, mas sim ‘veja o que fazemos agora’”, disse o realizador. “Nosso filme mostra onde a desumanização leva ao pior. Moldou todo o nosso passado e presente.” “Neste momento, estamos aqui como homens que refutam o seu judaísmo e o Holocausto, sendo sequestrados por uma ocupação que levou ao conflito para tantas pessoas inocentes, sejam as vítimas do 7 de Outubro em Israel ou o ataque em curso em Gaza”, completou.









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