Festival do Rio: “Mãe e Filha” se perde no excesso de pretensão

Ah, os caminhos da (sétima) arte… Terceiro filme da mostra competitiva da Premiere Brasil do Festival do Rio 2011, o filme Mãe e Filha, de Petrus Cariry busca um diálogo um tanto original e personalístico com a sua arte… De filmar. Coincidentemente, assim como os dois longas anteriores da Premiere Brasil, Histórias que só Existem…


Ah, os caminhos da (sétima) arte… Terceiro filme da mostra competitiva da Premiere Brasil do Festival do Rio 2011, o filme Mãe e Filha, de Petrus Cariry busca um diálogo um tanto original e personalístico com a sua arte… De filmar.

Coincidentemente, assim como os dois longas anteriores da Premiere Brasil, Histórias que só Existem quando Lembradas e Girimunho, esse também – a seu modo – versa sobre a questão do tempo e a velhice. Passado no interior do Ceará, o filme narra o retorno de uma filha a casa de sua mãe para enterrar o filho morto. Só que a mãe não quer enterrá-lo, mas conviver com o corpo isolando a solidão que a vem acompanhando.

Petrus também foi o diretor de fotografia e operador de câmera de seu longa e isso fica claro com as belíssimas e possivelmente pessoais imagens do filme (tão bem fotografado que vira banal). Porém tanto esmero com a plástica não se estendeu a força de sua trama, que fica nos simbologismos vagos e tediosos.

O diretor disse que buscou inspiração na filosofia para criar sua trama, mas isso fica tão implícito que a (aparente) subjetividade do todo esbarra no excesso de pretensão.

Aliás, o Festival deveria distribuir melhor seus indicados, uma vez que os três primeiros filmes da Premiere são quase similares em discurso, busca estética e procura por uma identidade própria (que os filmes anteriores conseguem mais naturalmente)

[xrr rating=2.5/5]