Gatos no Museu: diversão garantida para os pequenos

Gatos dominam a internet – isso nós já sabemos. Mesmo quem não tem ou diz não gostar dos bichanos se diverte vendo vídeos de gato nas muitas opções de redes sociais. Gatos também dominam o cinema – desde o gato primordial dos Lumière, que apareceu em um filme ainda do século XIX, até o recente…


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Gatos dominam a internet – isso nós já sabemos. Mesmo quem não tem ou diz não gostar dos bichanos se diverte vendo vídeos de gato nas muitas opções de redes sociais. Gatos também dominam o cinema – desde o gato primordial dos Lumière, que apareceu em um filme ainda do século XIX, até o recente sucesso do novo filme do Gato de Botas do Shrek. Por isso Gatos no Museu parecia ser uma aposta certa para o sucesso. E em certa medida ele é: mas provavelmente só agradará às crianças.

O filme começa em ritmo frenético com Vincent contando sua história em flashback, mais especificamente sobre como ele, um gato nascido e criado dentro de um navio, foi parar numa mansão abandonada numa ilha deserta com um farol. Quando um barco atinge a mansão, um ano depois da chegada de Vincent, o lugar vem abaixo e o gato quase sucumbe. Ele é salvo pelo rato Maurice, um degustador de arte. Escondidos dentro de um piano, eles são resgatados por um navio com nome de poeta russo.

Transportados do navio para o Museu Hermitage, Vincent conhece os gatos que trabalham para o museu caçando ratos que querem roer as obras de arte. Vincent é convidado a se juntar a eles, convite que ele aceita, mas ao mesmo tempo ele quer proteger o amigo Maurice. Outro conflito na trama é o ressurgimento de um fantasma que assombra o museu e ataca a gata Cleópatra, por quem Vincent é apaixonado.

Um dado que você não esperava: Gatos no Museu é baseado em fatos reais. Existem mesmo gatos no Museu Hermitage, localizado em São Petesburgo, na Rússia. Os gatos do museu russo são responsáveis por caçar ratos que podem causar danos às obras expostas. Os gatos têm uma assessora de imprensa própria, uma cozinha para atender suas preferências culinárias e são atendidos em hospital próprio quando ficam doentes.

Um dos responsáveis pelo roteiro de Gatos no Museu é Gerry Swallow, que foi roteirista de A Era do Gelo 2. Outro roteirista é o também diretor Vasiliy Rovenskiy, que já tem ampla experiência em animações, tendo já trabalhado em outros seis filmes do gênero.

A animação é competente, considerando que se trata de um pequeno estúdio e não os gigantes hollywoodianos que lotam as salas de cinema. A animação de humanos é sofrível, o que nos torna gratos por este ser um filme com gatos, um rato e alguns ocasionais cães.

As crianças com certeza vão gostar de Gatos no Museu – afinal, só elas exercitam a suspensão de descrença num nível propício para aceitar um gato possuído que voa. A conclusão do conflito, entretanto, pode ser complexa demais para os espectadores mais jovens, que ficarão sem entender alguns pontos.

Em seus muitos discursos de agradecimento por prêmios por seu Pinocchio, Guillermo Del Toro repetiu diversas vezes que animação não é só mais um gênero cinematográfico menor, mas sim mais uma técnica para contar histórias. Se Gatos no Museu tivesse isso em mente, talvez agradasse mais aos adultos que inevitavelmente levarão as crianças para os cinemas. Afinal, não é esse o objetivo ao fazer um filme: agradar ao maior número de espectadores?

Gatos no Museu

Gatos no Museu
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Nota: 5/10 Regular
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