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"Heli" e o cinema em sua essência

Volta e meia o cinema mexicano nos traz gratas surpresas; os Iñnaritus, Arriagas, Del Toros e Cuaróns da vida estão aí e não nos permitem mentir. Tramas originais e abordagens sinceras e devotadas apenas ao que realmente importa – a trama em si – tornam esse um dos mais valorizados cinemas da América.
hehe
“Heli” conta a história de Estela, uma garota de doze anos, que namora com o jovem recruta Beto. Este tem a ideia de roubar dois pacotes de cocaína para vendê-los posteriormente e, com o dinheiro, poder casar-se com a moça. A prepotência do jovem, como podemos conferir durante o filme, é a verdadeira gênese do enredo; prepotência essa que somada com a ingenuidade da pequena Estela conferem realidade à fita. Mérito de Juan Eduardo Palacios, Andrea Vergara e do diretor Amat Escalante que, com Gabriel Reyes teceu o roteiro da película a quatro mãos.
O princípio é pontuado pelo romance do casal de jovens. O clima pueril envolve inteiramente a tela nos primeiros momentos do filme. Entretanto, somos invadidos por cenas fortes no decorrer de toda a segunda metade do filme. Cenas densas, sim, porém, muito bem orquestradas pelo diretor que levou para casa o prêmio de Melhor Diretor em 2013 no tradicional e reconhecido Festival de Cannes.
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Em suma, estamos diante de um filme maduro e consciente de suas possibilidades visuais e industriais – o que é muito importante.
Vá ao cinema com a certeza de conferir um filme comercial e com altas doses, bem equilibradas, de experimentalismo.
obs: A previsão de estréia é para 22 de Maio.

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