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“Jack Reacher: O Último Tiro” suplanta o desgaste de Tom Cruise

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Tom Cruise chegou num nível onde seus filmes não necessitam mais de tanta expectativa para sobreviver. A carreira dele já é por demais exposta e desgastada, muito pela devassada vida pessoal, o que esvazia o interesse (pelo menos o genérico) em seus lançamentos. Jack Reacher: O Ultimo Tiro se destaca pela total falta de expectativa que gera.

Baseado numa série de livros policiais escritos por Lee ChildJack Reacher é um heroico ex-militar que sumiu do radar passando a viver sem nenhum contato com a sociedade, isso incluiu não possuir nenhum documento, ou sequer uma residência fixa. O sujeito porém, retorna quando fica sabendo que um ex-protegido seu está sendo acusado de matar cinco pessoas à distância com um rifle. O sujeito desequilibrado já havia realizado um ato parecido durante a Guerra, e Reacher esteve envolvido no caso. Agora, apesar de todas as pistas apontarem inicialmente para o mesmo sujeito, Reacher em colaboração com a advogada de defesa Helen (Rosamund Pike) decidem investigar o caso a fundo.

JACK REACHER

Dirigido por Christopher McQuarrie, roteirista vencedor do Oscar por Os Suspeitos (1995), em seu segundo trabalho como diretor – após À Sangue Frio (2000), o filme tem um ar meio antiquado oitentista. O que nem é ruim, apenas uma marca estética que indica algumas características um tanto condizentes com a época  como os vilões cartunescos e a trilha dramática.

Cruise interpreta o mesmo personagem ha pelo menos 20 anos e se isso se revela uma pobreza cênica  agrega também muita propriedade sobre os filmes que faz. Isso só vem agregar ao elenco de coadjuvantes muito bom que conta com Richard Jenkins, o diretor Werner Herzog no papel do bizarro vilão e o veterano Robert Duvall, num pequeno, mas importante papel no fim do longa.

Jack Reacher acaba sendo um thriller bem feitinho, com roteiro engenhoso e que vai se justificando bema o longo da trama. Ou seja, pela total falta de expectativa que gera, acaba que gostamos ainda mais do que deveria de tudo. Dá para se entreter e esquecer na velocidade com que se come uma pipoca.

[xrr rating=3.5/5]

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Publicação Renan de Andrade