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M3gan consegue a proeza de extrair qualidade de uma premissa surrada

O que se pode chamar de “novo terror” tem se proposto em trazer ideias inovadoras, ou ao menos a reciclagem de antigos motes com uma roupagem moderna espertamente embalado para ser encarado como novo sobretudo pelos mais jovens, ou aqueles com menos bagagem no gênero. E isso a produtora Bloomhouse vem fazendo muito bem. Pode-se dizer que “M3gan” se encaixa no mesmo caso de “O Homem Invisível”.

Se a releitura de 2020 conseguiu injetar frescor a um clássico inúmeras vezes explorado ou referenciado, esse aqui vai por um caminho semelhante, trazendo uma história que não é nova, mas habilmente montada de maneira satisfatória e em alguns momentos até surpreendente.

Quando a engenheira de robótica Gemma (Allison Williams) se vê na tarefa de cuidadora de sua sobrinha órfã de 8 anos, Cady (Violet McGraw). Ela fica insegura e se sentindo despreparada para o papel de mãe. Sob intensa pressão no trabalho, ela decide se empenhar na finalização de seu protótipo M3GAN, uma boneca robô extremamente realista, na tentativa de resolver de vez o problema, dando uma distração à menina. Ocorre que essa decisão terá consequências sérias e inimagináveis.

M3gan – Universal Pictures

Claro que a primeira coisa que vem à cabeça diante da premissa do filme é “O Brinquedo Assassino”. E essa comparação foi o grande perigo que pairava sobre a produção, pois facilmente esvaziaria todas as pretensões de relevância aqui. E o trunfo de “M3gan” é justamente driblar essa possibilidade e proporcionar um terror eficiente. Inclusive tanto quanto o remake/tentativa de reboot do longa de 1988, que também se atualiza com o tema da tecnologia.

Sim, é um filme previsível. No entanto, as situações vão se sucedendo de maneira envolvente. A boneca do título passa mistério, intriga e tensão nos momentos certos.

O diretor Gerard Johnstone (“Houseboud”) segue fielmente a cartilha de James Wan, aqui assinado como produtor, que faz sua marca bastante evidente. A movimentação da câmera, as mudanças súbitas e até alguns (um pouco incômodos) jump scares são elementos já manjados pelos fãs do gênero que acompanham as produções mais recentes do gênero.

M3gan – Universal Pictures

M3gan é vivida pela acrobata Amie Donald, especialista nesse tipo de papel. Sua performance aliada ao CGI surte um efeito convincente. Allison Williams (de “Corra”) executa uma interpretação correta, mas acaba escorregando no estereótipo da executiva fria e pouco empática. No entanto o problema recai mais sobre o roteiro de Akela Cooper (a partir do argumento de Wan) do que sobre a atriz. Inclusive a falta de uma progressão nas relação entre tia e sobrinha é outro ponto fraco nesse script.

A possibilidade de bonecos, criados inicialmente para entreter, que se tornam uma ameaça sempre foi fascinante aos criadores de histórias de terror e é um segmento que parece não ter data para perecer. Aí estão Annabelle e a série de Chuck para provar a perenidade das histórias de brinquedos malditos, e agora, pelo visto, nasce uma nova franquia, que, pelo menos nesse primeiro exemplar, parece uma boa surpresa.

M3gan

M3gan
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Nota: 7/10 Ótimo
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