Milk: A Voz da Igualdade

Alguns dos filmes que estavam concorrendo ao Oscar deste ano ainda não haviam estreado aqui no Brasil, e Milk foi um deles. Ainda pretendo assistir a todos os filmes oscarizados deste ano e fazer uma resenha aqui no site. Milk é apaixonante, raivoso, provocativo e um filme triste. Ele conta a história de Harvey Milk,…


milkposterAlguns dos filmes que estavam concorrendo ao Oscar deste ano ainda não haviam estreado aqui no Brasil, e Milk foi um deles. Ainda pretendo assistir a todos os filmes oscarizados deste ano e fazer uma resenha aqui no site.

Milk é apaixonante, raivoso, provocativo e um filme triste. Ele conta a história de Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido publicamente que alcançou um cargo público político nos EUA. Milk acima de qualquer coisa, lutava pelo direito de igualdade das minorias, apesar de seu projeto político visar a proteção dos homossexuais.

Ao fazer 40 anos, Harvey Milk (Sean Penn) quer mudar sua vida. Ele decide se mudar com seu amor Scott (James Franco), no início de 1970, Milk  abre uma loja de revelação de fotos na Castro Street, encontrando rapidamente amigos na comunidade gay da vizinhança. Milk assume um cargo de liderança na vizinhança, a força de vontade leva Milk a um cargo na Prefeitura de San Francisco, após  várias tentativas ao longo da década de 70, ele  finalmente consegue o cargo, se consagrando como o primeiro gay publicamente assumido a se eleger a um cargo público.

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Milk pega a cidade no meio de uma verdadeira tempestade, procurando um mundo melhor para sua comunidade, enquanto tem que lidar com pessoas como Anita Bryant e sua tentativa de promulgar uma lei que não daria mais segurança aos homossexuais em seus trabalhos através da América.

Parte do material que ajudou a produção do filme foi o documentário de 1984 “The Times of Harvey Milk,” Van Sant pega esse homem inacreditável e com a competência de Sean Penn consegue transpor para a tela todo o altruísmo de Milk. O filme mistura a cenas com os atores com os documentários e programas de televisão da época, em alguns momentos fica até difícil de saber o que é filme e o que é documentário.

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O filme é emocionante, o discurso final dele é de emocionar qualquer um. É nítido que Milk lutava pelas minorias, não só apenas pelos direitos dos homossexuais, mas pelos idosos, deficientes mentais e no dia de seu assassinato, uma multidão de mais de 30 mil pessoas.

Não quero fazer desta resenha uma apologia a nada, nem em um manifesto, mas é de sensibilizar uma história de um cara que acima de tudo queria garantir igualdade a qualquer ser humano, seja ele branco, negro, velho, jovem, se é gay ou hetero, o que ele mais queria era a igualdade em sua sociedade.

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Fico imaginando o quanto a vida já é dificil para os gays e lésbicas atualmente, que não fazia idéia do quanto era pior há 30 ou 40 anos atrás, o ponto positivo é que a sociedade amadureceu, mudou o dá uma ponta de esperança em que em um futuro não muito longe tenhamos uma sociedade menos hipócrita e preconceituosa. E esperança foi o sentimento mais poderoso de Milk.


3 respostas para “Milk: A Voz da Igualdade”

  1. Filmaço, e Sean Penn está soberbo. Excelente trabalho de composição.

  2. A atuação do Sean Penn foi fenomenal, merecia mais de um Oscar e o filme é realmente lindo. Sem dúvida dos que vi até agora só perde para o Quem quer ser um milionário?

  3. Avatar de lucashonorio
    lucashonorio

    mto bom o filme!!!mais cadê as matérias do watchmen que promete ser o melhor filme do ano??

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